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Artistas fazem campanha para o Fla aumentar número de sócios-torcedores

Vinicius Castro

Do UOL, no Rio de Janeiro

27/03/2015 06h10

O programa de sócio-torcedor Nação Rubro-Negra é a “menina dos olhos” da diretoria do Flamengo. Desde que assumiu o cargo, o presidente Eduardo Bandeira de Mello ressalta a importância de angariar membros com o discurso de um futebol cada vez mais forte. O início foi promissor, mas o número de sócios praticamente estabilizou. Por isso, um grupo de artistas e torcedores comuns lançou uma campanha nas redes sociais com o objetivo de “decolar” o projeto a cada cinco mil adesões.

Quando apresentou Marcelo Cirino no início do ano, o mandatário anunciou que o Flamengo terá mais um jogador do porte do camisa 7 se chegar aos 80 mil sócios-torcedores. Na ocasião, pouco mais de 52 mil estavam inscritos no programa. O número aumentou pouco em quase três meses. Até o fechamento da matéria, eram 55.356 registrados no Nação Rubro-negra, sétimo do país no ranking Movimento Por Um Futebol Melhor.

A baixa adesão então mobilizou torcedores nas redes sociais e através de grupos para troca de mensagens no aplicativo WhatsApp. O ator Heitor Martinez deu o pontapé inicial e gravou um vídeo (assista acima) no qual promoveu uma espécie de dublagem para um pinguim de geladeira. Foi o estopim para a escolha do nome da campanha e publicações do músico Ivo Meirelles e do sambista Arlindo Neto.

“Esses grupos me fizeram perceber a importância do sócio-torcedor. Me associei e percebi que muita gente desconhece os benefícios. A ideia é contribuir com o clube. Em época de classes empresariais e políticas meladas de corrupção, acredito que o sistema de contribuição direta tem mais credibilidade. A ideia é a de que todos façam vídeos. Artistas, médicos, profissionais liberais. Todos são iguais”, afirmou Heitor Martinez.

A meta inicial é a de alcançar 60 mil sócios-torcedores. Quando o objetivo for batido, novos vídeos serão lançados. Incomodados com a baixa adesão ao programa, os participantes só pensam em mudar o rumo da história e têm sonhos ambiciosos apesar dos problemas.

“A meta é crescer a cada cinco mil torcedores. Acredito que 300 mil sócios seria o mínimo aceitável pelo tamanho da torcida do Flamengo. Ninguém seguraria o clube desta forma. Mas essa informação precisa chegar sem ruído até a torcida. Pensamos bastante nisso. É o nosso papel” disse Martinez.

“O clube também precisa desvincular da ideia de conquistar sócios apenas para contratar jogadores. O sócio-torcedor é para pagar salário, investir em estrutura e dar as melhores condições possíveis de trabalho. Muita gente contribui, mas a comunicação precisa melhorar”, completou o ator.

Apesar de não ter participação no projeto, o departamento de marketing do Flamengo aprovou os vídeos. E a promessa da diretoria continua. Um “novo” Marcelo Cirino em caso de cerca de mais 25 mil adesões.

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