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Com apelido de Fred Flintstone, Kleina luta contra medo de avião e revela gosto por cassinos

Gilson Kleina, técnico do Palmeiras, concede entrevista para o UOL Esporte - Danilo Lavieri/UOL Esporte
Gilson Kleina, técnico do Palmeiras, concede entrevista para o UOL Esporte Imagem: Danilo Lavieri/UOL Esporte

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

08/10/2012 06h00

Aos 44 anos, Gilson Kleina está no maior desafio de sua carreira, segundo ele. Tentar tirar o Palmeiras da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro é o grande objetivo nesse final do ano. Tão grande quanto superar o seu único medo: andar de avião.

Com bom humor, Fred Flintstone, apelido que carrega desde a Ponte Preta, afirma que a profissão o faz enfrentar o medo de subir na aeronave, mas que, se pudesse, faria todas as suas viagens de ônibus, para evitar problemas.

KLEINA E FRED FLINSTONE

  • Na Ponte Preta, Kleina recebeu camisa com desenho de Fred Flinstone no seu aniversário

"Não tenho receio de nada, só de avião. Eu não fico confortável, mas eu encaro, vou fazer o quê? Andei algumas vezes uma viagem de turboélice, viajando na França e também aqui em Minas Gerais. Nós entramos em uma tempestade e, olha, rapaz...", disse ele trocando a agonia do momento pelos risos. "As pessoas tentam me acalmar e dizem para eu ficar calmo, porque se não for o meu momento não vai acontecer nada. Mas se for o momento do piloto eu vou de graça? Não pode ser! Mas tudo bem, eu confio muito no piloto e no copiloto, esse é o jeito".

Kleina passou pela França para trabalhar ao lado daquele que considera o seu pai no mundo do futebol: Abel Braga, hoje no comando do líder Fluminense. Como auxiliar, ele esteve no Olympique de Marseille e comandou nomes como o goleiro Barthez, o zagueiro Blanc e o ex-melhor do mundo o George Weah, a quem considera um grande exemplo pelo comportamento fora e dentro de campo.

ELE E O AVIÃO

As pessoas tentam me acalmar e dizem para eu ficar calmo, porque se não for o meu momento não vai acontecer nada. Mas se for o momento do piloto eu vou de graça?

E é justamente de sua passagem no futebol europeu que ele herda um dos grandes hobbies que tem fora dos gramados. O técnico gosta de tomar um bom vinho, apreciar os mais diferentes queijos e visitar cassinos.

"Eu gosto muito de uma roleta, gosto mesmo. É uma descontração gostosa que tem, de entrar no cassino, brincar, mas sempre no limite, né? Eu sei que não vou ficar rico lá. Ganhar dinheiro é tão difícil e você vai dar assim na mão dos outros? O que eu gosto disso é porque sempre fui muito competitivo", falou ele, para depois revelar outra passagem engraçada que teve na França.

PELADEIRO

Quando as pessoas jogam futebol, pedem para tomar relaxante muscular. Eu peço Neosaldina

"Eu e o Abel chegamos na França e não sabíamos falar francês. Hoje eu consigo falar bem", afirmou ele para depois começar a confundir a reportagem com seu francês intermediário. "Voltando à história. A gente chegou num restaurante e estava com a fome monstra. Chegamos lá e pedimos um prato. Ficamos esperando um bom tempo e quando chegou o prato tinha duas almôndegas. O Abel na hora olhou para mim e perguntou: ‘E aí, o que vamos fazer?’. Eu logo respondi que era para a gente pedir dez daqueles!", brincou
 

A experiência serviu para Kleina aprender a comer. Hoje, ele conta que gosta de apreciar uma boa entrada, com um prato principal e uma sobremesa. Nas horas extras, no entanto, não dispensa um churrasco com uma caipirinha feita por sua mulher, que é bailarina.

É ela, aliás, que acompanha o treinador palmeirense nas suas novas aventuras em São Paulo. O técnico gosta de visitar todos os tipos de restaurante e faz companhia a ela em peças de teatro e filmes.

Para jogadores e profissionais de imprensa, a grande diferença em relação a Kleina e Felipão é o diálogo. O novo treinador gosta de muita conversa, cumprimenta jogador por jogador que chega à Academia de Futebol e para sempre para atender a todos os pedidos da imprensa. E é justamente para os repórteres, aliás, que ele faz um desafio.

BOM DE BOLA?

  • Nem mesmo chegou, e Kleina já quer desafiar a imprensa para uma partida de futebol

Se com a antiga comissão técnica o tradicional desafio de fim de ano de funcionários contra repórteres era proibido, na nova gestão ele tem um atrativo novo. Confiante em sua equipe, ele coloca um churrasco como prêmio caso os jornalistas vençam e ainda brinca com sua qualidade.

"Eu gosto muito de bater a minha bola, de fazer o meu jogo, mas ultimamente tem pouco tempo. Eu jogo de meia e vou te falar uma coisa. As pessoas deixam o campo pedindo relaxamento muscular. E eu tomo uma neosaldina", disse ele afirmando que é um grande pensador com as bolas nos pés. 

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