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Rodrigo Mattos

REPORTAGEM

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Mudança em concessão reduz em R$ 100 milhões custo do Maracanã para clubes

Estádio do Maracanã antes da partida entre Flamengo e Athletico, pela Copa do Brasil - Marcelo Cortes / CRF
Estádio do Maracanã antes da partida entre Flamengo e Athletico, pela Copa do Brasil Imagem: Marcelo Cortes / CRF
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

04/11/2021 04h00

A concessão do Maracanã terá uma modificação no valor total do contrato. Com isso, será reduzido em mais de R$ 100 milhões o custo para quem obtiver o uso do estádio. Flamengo, Fluminense e Vasco estão entre os interessados na concessão do estádio.

Pelas regras originais da concorrência, o valor total do contrato estava definido em R$ 2 bilhões. É o montante no qual está avaliado o estádio. Mas o governo do Estado já decidiu que o total do contrato será revisto: ficará em R$ 115 milhões.

Há uma explicação: esse é o mínimo que os vencedores da concorrência terão de pagar ao Estado do Rio durante 20 anos da concessão. A avaliação no governo é de que esse valor atende os propósitos da concorrência.

O valor total do contrato tem impacto sobre dois custos para quem concorrer pela concessão do estádio. É obrigatório que seja criada uma empresa para administração do estádio. Em quatro anos, teria de ser integralizado o capital da empresa em um total de 5% do total do contrato.

Assim, no cenário anterior, os clubes teriam de investir R$ 100 milhões na empresa. Agora, é um montante próximo de R$ 6 milhões. Esse dinheiro é necessário para garantir que a empresa tenha capital para operar o estádio.

Além disso, o vencedor da licitação terá de dar uma garantia do seu pagamento do contrato. Isso pode ser feito por meio de fianças bancária, seguro-garantia ou caução. A garantia é de 5% do contrato, isto é, antes chegaria a R$ 100 milhões. Agora, o valor também é próximo de R$ 6 milhões. Contratar uma finança bancária neste montante é bem mais barato para os clubes.

Flamengo e Fluminense chegaram a conversar sobre como seria feito o seguro fiança.

A outorga mínima para obter o estádio é de R$ 5 milhões por ano, mais um percentual de receitas adicionais. Por isso, há a avaliação de que o total deve chegar a R$ 115 milhões.

Além desta parte financeira, os clubes que vencerem têm que realizar obras listadas em documentos da licitação. Entre eles, estão os reparos à lona da cobertura, a renovação da parte eletrônica do estádio, reforma da cúpula do Maracanãzinho e construção do museu do futebol. Ainda não há uma avaliação de qual o montante necessário para essas reformas.

A licitação só deve ter o formato definitivo no início de 2022. Atualmente, o valor que consta do contrato ainda é de R$ 2 bilhões, mas é certo que haverá a modificação. Clubes e outras empresas concorrentes podem fazer visitas para avaliar o estádio.

Há a necessidade de garantir 70 jogos para serem realizados no estádio com o objetivo de gerar lucro. Com isso, será necessário que o consórcio vencedor tenha pelo menos dois clubes como participantes ou associados.