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Rodrigo Mattos

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Flamengo bate meta de premiações e prevê receita de R$ 1 bi no ano

Landim, presidente do Flamengo  - Alexandre Vidal/Flamengo
Landim, presidente do Flamengo Imagem: Alexandre Vidal/Flamengo
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

01/10/2021 04h00

A diretoria do Flamengo prevê uma receita em torno de R$ 1 bilhão para o ano de 2021. Esse número será possível porque o clube já bateu as metas de premiação, obteve receitas maiores de marketing e superou meta de vendas de atletas. Houve também rendas de TV referentes a 2020 para impulsionar a renda —em torno de R$ 100 milhões.

Os novos números do orçamento serão votados na segunda-feira. O documento prevê um valor de cerca de R$ 980 milhões, o que representa um crescimento de cerca de R$ 30 milhões em relação ao orçado inicialmente.

Só que esse montante não inclui a premiação pela classificação à final da Libertadores: R$ 32 milhões no caso de vice-campeonato. Ou seja, o total de renda prevista já supera a marca de R$ 1 bilhão.

Para cumprir o orçamento, o Flamengo teria de chegar às semifinais da Copa do Brasil e Libertadores, o que já superou. Ainda terá de ser pelo menos segundo no Brasileiro —está em quarto com jogos atrasados. Mas aí a diferença entre as posições é pequena: R$ 1,6 milhão. Em receitas, já é certo que ficará acima.

Além disso, o clube já soma R$ 270 milhões em vendas de jogadores. Esse valor é bem superior aos R$ 167 milhões previstos inicialmente para o ano. As vendas de Gerson e Rodrigo Muniz foram essenciais para atingir a meta.

Houve ainda crescimento nas receitas de marketing. O clube conseguiu aumentar seus contratos de camisa, que está plenamente fechado. Recentemente, fechou um contrato de venda de Fan Token (criptomoeda) que garantirá mais R$ 16 milhões só neste ano. A receita do Carioca, que ultrapassou R$ 10 milhões, também não estava prevista.

Em relação à bilheteria, o Flamengo estima uma receita de R$ 15 milhões no ano. Na semifinal da Libertadores, a receita foi de R$ 6 milhões. O clube tem, portanto, um jogo decisivo da Copa do Brasil (ou dois) e partidas do Brasileiro para atingir a meta.

A falta de bilheteria durante a maior parte da temporada —com a qual, inicialmente, o clube contava— foi compensada pelos crescimentos nas outras receitas.

No total, o clube estima, então, atingir a marca de R$ 1 bilhão, incluindo as receitas de 2020 de TV. Mas, se conseguir outras premiações de Copa do Brasil e Libertadores, a renda só referente a esta temporada será suficiente para ultrapassar a marca bilionária.

A projeção do superávit é de R$ 140 milhões. É um valor acima dos R$ 119 milhões previstos inicialmente. Com isso, o clube projeta manter a sua dívida líquida controlada, com dinheiro a receber suficiente para quitar todos os compromissos.