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Rodrigo Mattos

Carioca terá pay-per-view fatiado por clube; acordo com SBT tem pendências

Pedro, do Flamengo, e Matheus Ferraz, do Fluminense, disputam bola na final do Carioca 2020 - Thiago Ribeiro/AGIF
Pedro, do Flamengo, e Matheus Ferraz, do Fluminense, disputam bola na final do Carioca 2020 Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

28/01/2021 04h00

A venda dos direitos de transmissão do Carioca-2021 caminha para um acordo, mas ainda há questões para serem resolvidas. Por enquanto, está fechado que haverá um pay-per-view independente em que cada clube vai ganhar a sua fatia de torcedores. O SBT é favorito por um contrato de TV aberta, mas ainda não houve desfecho da negociação pois há discussões contratuais com os grandes clubes.

Durante os debates da venda dos direitos, houve discussão sobre a distribuição do dinheiro entre os clubes. Há resistência de Fluminense, Vasco e Botafogo para que o Flamengo não fique com uma fatia maior do bolo. Mas, a princípio, havia aceitação de que cada um faturasse o que seu torcedor gerasse no ppv.

Só que o Vasco ainda não está satisfeito com as condições postas e analisa a situação. E, segundo apurou o blog, não foi assinado nenhum documento, nem há um acordo pleno entre as partes fechado. Pelo menos dois clubes confirmaram essa informação. Houve incômodo com o anúncio de um acerto que ainda não ocorreu.

Há, sim, um otimismo dentro da Ferj de que as conversas se encaminham para um acordo. A transmissão seria dividida com jogos na TV aberta, fechada e ppv. Há ainda possibilidade de jogos nos canais dos clubes, mas há a discussão se isso canibalizaria o ppv.

Em relação à TV aberta, o SBT aparece na frente, já que a Globo fez uma proposta considerada baixa no final do ano passado sem subir o valor. O canal de Silvio Santos parece mais disposto a investir no campeonato que terá 15 datas.

A expectativa entre os clubes é de pelo menos igualar o valor pago pela Globo no contrato rescindido em 2020 consideradas todas as mídias. Cada agremiação dos times grandes recebia R$ 18 milhões.

Rodrigo Mattos