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Rodrigo Mattos

Apesar de surto no time, Flamengo segue defendendo volta rápida de público

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Imagem: Reprodução
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

24/09/2020 04h00

O elenco do Flamengo vive um surto de coronavírus com 16 jogadores infectados, além do seu técnico, membros da comissão técnica e dirigentes. Isso não muda, no entanto, a posição da diretoria do clube que vai defender em reunião na CBF a volta da presença de público em locais que tenham autorização das prefeituras locais.

Essa postura tem oposição de outros clubes: a maioria quer o retorno apenas em todos os Estados juntos com aval das autoridades municipais. Há dirigentes que entendem que ainda não há clima para torcida nos estádios.

A diretoria do Flamengo vê falta de empenho da CBF no processo de retorno do público para os jogos. Já tinha conseguido com o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, para a volta com 30% da capacidade em um jogo no início de outubro no Maracanã. É necessário, no entanto, uma aprovação da CBF para ter público no Brasileiro já que ela controla os protocolos.

O Ministério da Saúde aprovou o plano da confederação de volta do futebol com 30% da capacidade e possibilidade de aumento gradual. Mas a confederação deixou claro que trata-se de um primeiro passo e que seriam necessárias autorizações de municípios em cada um dos locais dos jogos. Prefeituras de São Paulo e Belo Horizonte já disseram que não vão autorizar.

Enquanto isso, o Flamengo entende que trata-se de uma questão de saúde de pública que não tem relação com a CBF. Sua posição é de que, com a liberação da prefeitura do Rio, poderia ter público. A visão da diretoria é de que praias e bares estão com público e, portanto, não faz sentido retardar mais a volta dos torcedores ao estádio.

Essa posição não mudou depois da notícia do surto de coronavírus na delegação do Flamengo que esteve no Equador para jogos da Libertadores. São cerca de 20 pessoas já com testes positivos para o vírus confirmadas. Há um pedido do clube de adiamento do jogo com o Palmeiras, no domingo, pelo Brasileiro.

A maioria dos outros dirigentes de público também quer a volta do público, mas só quando todos os Estados retornarem.

"Acho que aqui no nosso Estado já tem condições de voltar. Já está tudo funcionando, shopping, praia, barraca de praia, restaurantes. Não vejo por que não voltar no estádio com os devidos protocolos de segurança, com aferição de temperatura, máscara, distanciamento, 30% da capacidade é o ideial. Penso assim", disse o presidente do Fortaleza, Marcelo Paz. Ele entende que só deve voltar o público quando todos puderem ter torcida.

"Não temos como achar se há ou não segurança. Quem deve definir isso são as autoridades. É o que a gente defende. Cada um com sua especialidade. Quando as autoridades autorizarem o retorno do público, estaremos de acordo. Enquanto isso não acontecer, não temos como defender", afirmou o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani. É outro que defende que só deve haver retorno das torcidas quando for possível em todos os estados.

O presidente gremista, Romildo Bolzan Jr, tem posição similar: "Se liberar tem que ter protocolo muito rígido", disse ele. E completou: "Só com isonomia absoluta."

Rodrigo Mattos