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Como o início do Brasileiro vai aliviar os caixas dos clubes

Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

11/07/2020 04h00

Não é à toa que quase todos os clubes aceitaram até jogar fora de casa para marcar o início do Brasileiro para 9 de agosto. A primeira rodada da competição marcará um reforço considerável no caixa dos clubes por pagamentos retidos da Globo.

A CBF confirmou nesta quinta-feira o calendário revisado do futebol brasileiro. O início do Brasileiro será em agosto e a competição se estende até o final de fevereiro.

Primeiro, a emissora paga atualmente 30% das parcelas da cota de TV Aberta e Fechada dividida igualmente do Brasileiro. Nessa, cada clube tem direito a R$ 22 milhões por ano que são pagos durante oito meses. Mas, de maio a julho, apenas essa fatia da parcela vinha sendo paga.

Segundo, outra fatia do dinheiro dos contratos de televisão é distribuída por exibição de jogos na TV Aberta ou TV Fechada. Cada vez que um jogo do time entra na grade ele ganha uma fatia dos R$ 330 milhões desta fatia. Esse dinheiro passa a ser pago pela Globo quando há rodadas de fato e transmissão.

Terceiro, o reinício do Brasileiro tradicionalmente provoca uma retomada das assinaturas do pay-per-view que foram abandonadas durante o período dos Estaduais. Já houve perda de 400 mil assinantes do pacote pago durante a paralisação pelo coronavírus. Com isso, o número de assinantes está abaixo de 1,5 milhão.

Com exceção de Flamengo, Grêmio e Corinthians, os outros clubes não têm garantias de um valor mínimo a receber do ppv. Com isso, têm queda de receita. Isso pode ser recuperado com a volta de assinantes.

A Globo já voltou a pagar parcelas do ppv em julho, três meses depois do previsto antes da epidemia. Mas as fatias poderão se tornar bem mais gordas a partir da retomada.

Quarto, o calendário da CBF prevê para fevereiro o final do Brasileiro. Assim, já existe uma perspectiva para os clubes de quando poderão receber o dinheiro das premiações por colocações na tabela, cujos valores variam de R$ 11 milhões a R$ 33 milhões. Havia uma intenção de antecipar alguns desses montantes se todos tivessem direito a um mínimo, mas o plano de ter cotas para rebaixados está travado.

Blog do Rodrigo Mattos