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ReportagemEsporte

Neo Química Arena segue tendência e tem redução de ação da PM em revistas

Colaborou Demétrio Vecchioli, colunista do UOL

Seguindo uma tendência nos jogos de futebol em São Paulo, o Corinthians teve reduzida a participação da Polícia Militar na revista dos torcedores que frequentam a Neo Química Arena.

Na última partida do time no estádio, contra a Ponte Preta, pelo Paulistão, no domingo (25), por exemplo, apenas o setor Norte, no qual ficam as torcidas organizadas, teve a tradicional revista feita pela Polícia Militar. Nos outros locais, os corintianos foram revistados por funcionários de uma empresa privada.

Foi o que aconteceu no setor Sul, que pelo menos nos jogos do time em casa diante de Guarani e São Paulo teve esse trabalho sendo feito pela PM.

O caso alvinegro não é isolado. Palmeiras, São Paulo e Santos informaram à coluna que usam segurança privada em parte da revista.

O novo padrão é ficar com a PM, além dos setores reservados para as organizadas do time mandante, a área da torcida visitante, que também recebe torcedores uniformizados.

Procurada por meio da assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, a PM afirmou que, em determinados portões, os organizadores dos eventos podem optar por seguranças privados. Quando isso ocorrer, eles devem seguir as orientações da PM.

A resposta da Polícia Militar aponta que "os organizadores também podem solicitar o auxílio da PM, a partir da taxa estabelecida" por lei (leia o comunicado inteiro ao final do post).

O que diz o Corinthians

O departamento de comunicação Alvinegro enviou a seguinte nota à coluna:

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"No sentido de aprimorar a operação que envolve o quesito segurança, em um processo que já é adotado em diversos estádios do Brasil e do mundo, o procedimento de revista preventiva de segurança nos portões da Neo Química Arena nas partidas oficiais de futebol passou a ser realizado pela segurança privada, sob supervisão da Polícia Militar, onde apenas os portões que recebem as torcidas organizadas e as torcidas visitantes serão realizadas 100% pela Polícia Militar. Cabe salientar que o fato da revista preventiva de segurança estar sendo realizada em alguns portões, através de segurança privada, não significa que esteja sendo feita sem a participação do poder público, onde, em cada portão, há sempre a presença de policiais supervisionando a atividade dos seguranças privados."

Palmeiras

O departamento de comunicação do Palmeiras informou que, nos jogos da equipe como mandante, a Polícia Militar faz as revistas nos torcedores no setor reservado às organizadas e na área destinada aos visitantes. O clube não paga taxa para a PM por esse serviço. Nos demais locais, a revista é feita por uma empresa de segurança privada. Esse esquema tem sido adotado desde o início do ano.

São Paulo

Por sua vez, o São Paulo informou que a revista nos torcedores nos jogos da equipe no Morumbis é dividida entre a PM e uma empresa privada. No entanto, o esquema não foi detalhado.

Porém, o plano de ação referente à segurança no jogo entre São Paulo e Red Bull Bragantino, no último dia 17, mostra que a PM só ficou responsável pelas revistas nos setores das organizadas e dos visitantes no Morumbis.

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Santos

Segundo o departamento de comunicação do Santos, desde 2019 existe o trabalho de seguranças privados na revista de parte dos torcedores nos jogos com mando santista.

A área de comunicação do clube respondeu assim aos questionamentos da coluna:

"Na Vila Belmiro, o trabalho de revista é feito por segurança terceirizada, supervisionado por oficiais da Polícia Militar. Nos portões 7 e 8, de acesso das torcidas organizadas, a revista é feita pela PM. Nos portões 1 e 2, a Polícia Militar feminina e a segurança terceirizada feminina do Santos FC atuam em conjunto. Não há cobrança de taxas para o trabalho da Polícia Militar na Vila Belmiro."

O que diz a PM

Confira na íntegra a nota enviada pela assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo em resposta às perguntas feitas pela coluna à PM.

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"A Polícia Militar informa que a revista preventiva de segurança em determinados portões é definida pelos organizadores do evento, que podem optar pela contratação de seguranças privados, desde que cumpram as orientações da PM para eventos de grande capacidade e multidões. Ou os organizadores também podem solicitar o auxílio da PM, a partir da taxa estabelecida, conforme a Lei nº 15.266.

Este processo não se limita exclusivamente à Neo Química Arena. A PM mantém a segurança em todos os setores dos estádios, com a revista preventiva sendo realizada por profissionais privados apenas em portões específicos, com antecedência comunicada ao clube para ajustes operacionais.

É importante ressaltar que as adequações atuais dizem respeito somente à revista preventiva de segurança. A PM segue um protocolo de atuação em estádios, incluindo a gestão de multidões, onde a decisão sobre quem realizará a revista é determinada de acordo com cada contexto."

Reportagem

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

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