PUBLICIDADE
Topo

Blog do Perrone

Santos vê VAR mais cuidadoso no Allianz do que em seu jogo na Argentina

Marinho é derrubado por Izquierdoz nos minutos finais de Boca Juniors x Santos, mas arbitragem não marca pênalti - Reprodução/YouTube
Marinho é derrubado por Izquierdoz nos minutos finais de Boca Juniors x Santos, mas arbitragem não marca pênalti Imagem: Reprodução/YouTube
Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

14/01/2021 09h49

A diretoria do Santos avalia que houve uma diferença importante desfavorável ao clube em relação ao comportamento das equipes de arbitragem de seu jogo com o Boca Juniors na Argentina e da que atuou em Palmeiras x River Plate em São Paulo.

O entendimento dos santistas é de que o trabalho com o VAR foi muito mais cuidadoso na partida dos palmeirenses do que em seu jogo em La Bombonera. E que isso poderia ter custado ao time de Cuca a vaga na ifinal da Libertadores.

A queixa é de que o pênalti não marcado em Marinho no jogo de ida com o Boca não mereceu a mesma atenção da equipe do VAR e do árbitro que o gol do River e o pênalti para os argentinos anulados corretamente no Allianz Parque. O alviverde perdeu por 2 a 0, mas se classificou para a decisão. Uma vitória do time de Marcelo Gallardo por 3 a 0 provocaria a disputa de pênaltis.

No lance do gol de Montiel não marcado para o River, a equipe de arbitragem analisou minuciosamente a jogada e detectou o impedimento em seu início.

Na infração cometida contra Marinho, o árbitro nem foi chamado para ver o lance na cabine do VAR. Áudio divulgado pela Conmebol mostra que a equipe responsável pelo VAR concluiu que houve um "choque de jogo" entre Izquierdoz e Marinho, determinando que o juiz chileno Roberto Tobar reiniciasse a partida, sem chamá-lo para ver o lance.

Com a não marcação do pênalti, o jogo terminou empatado sem gols, o que dava ao Boca a vantagem de se classificar em caso de igualdade na Vila Belmiro, desde que não acontecesse novo 0 a 0.

O discurso na cúpula santista antes do segundo jogo com os argentinos era de que a missão havia ficado mais difícil porque o VAR não foi cuidadoso na primeira partida como em Palmeiras x River.

Vale lembrar que não existe queixa de suposto favorecimento ao alviverde, mas reclamação de que o árbitro de vídeo não teve a mesma eficiência em La Bombonera.

O lance com Marinho, porém, acabou não influenciado na disputa da vaga na final já que o Santos atropelou o Boca na Vila, fez 3 a 0 e vai decidir o título com o Palmeiras em jogo no Maracanã.

Se inscreva no canal Ricardo Perrone no YouTube

Blog do Perrone