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Cuca cobra "comportamento de veterano" a jovens do Santos contra o Boca

Cuca comanda o Santos da área técnica - Ivan Storti
Cuca comanda o Santos da área técnica Imagem: Ivan Storti
Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

13/01/2021 04h00

Cuca cobra um comportamento de veterano até dos jogadores mais jovens do Santos na partida desta quarta-feira (13) contra o Boca Juniors, na Vila Belmiro, valendo vaga na final da Libertadores.

O treinador vê no adversário um time experiente, acostumado com jogos decisivos e com a disputa da Libertadores. Isso o faz se preocupar com o lado emocional, principalmente de seus atletas mais jovens, apesar de elogiar o desempenho deles na competição até aqui.

"Quarta-feira é a prova de fogo porque vamos jogar com o time mais tradicional da Libertadores, ou um dos mais tradicionais, mais experiente, mais acostumado, seis vezes campeão e a gente tem que ser também experiente pra ganhar. Não basta ser só bom jogador. Mesmo jovem tem que ser experiente. E a gente tem trabalhado bem isso na cabeça deles", afirmou Cuca em entrevista ao blog na última segunda (11).

Kaio Jorge, que completará 19 anos no próximo dia 24 e já fez cinco gols na atual edição Libertadores, Sandry, 19 anos e Felipe Jonathan, que fará 23 anos em fevereiro, estão entre os jovens santistas.

A preocupação de Cuca tem a ver também com o fato de o Boca se classificar caso aconteça um empate com gols. Um 0 a 0 levaria a decisão da vaga na final para os pênaltis. Se o jogo terminar com um vencedor, o ganhador estará classificado, independentemente do placar.

O comandante santista avalia que o 0 a 0 na Argentina deixou o Boca em vantagem e que os comandados de Miguel Ángel Russo terão frieza para jogar com o regulamento.

"É um jogo de 180 minutos no qual vale o gol fora. Ele (Boca) está trazendo a vantagem dos empates pra ele, menos o 0 a 0, que é o único empate empatado (que provoca a disputa de pênaltis). Os outros empates são dele, então, a vantagem é do Boca. Eles sabem jogar essa competição. Eu não me iludo com isso. Não a acho que foi um grande resultado pra nós (o empate na Argentina). Grande resultado era a vitória lá. E a gente poderia ter tido se o árbitro marcasse o pênalti, e a gente convertesse. Não aconteceu e agora a gente tem que lidar como um jogo em que a gente tem que vencer. Fizemos dois jogos dificílimos sem tomar gol, que foi o do Boca lá e com o São Paulo no Morumbi. Deus queira que quarta-feira a gente também não tome gol", afirmou o treinador.

Apesar da questão da experiência, Cuca fala com satisfação não só das revelações santistas, mas também sobre a atual temporada ter dado espaço acima da média para os jovens nos clubes brasileiros, em especial aos formados nas bases de seus times.

"É legal cara, você vê quem deu a resposta no Palmeiras? Os meninos. Quem deu a resposta no São Paulo? Os meninos. É gostoso ver isso aí. É o futuro. De repente, demorou um pouquinho para acontecer, e hoje o pessoal está vendo que esse é o caminho", comemorou o treinador.

Errata: o texto foi atualizado
Miguel Ángel Russo é o técnico do Boca, não Marcelo Gallardo.

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