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Antes criticado, Diniz tem permanência defendida mesmo se não for campeão

Fernando Diniz, técnico do São Paulo, durante aquecimento antes de partida contra o Sport - Paulo Paiva/AGIF
Fernando Diniz, técnico do São Paulo, durante aquecimento antes de partida contra o Sport Imagem: Paulo Paiva/AGIF
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Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

22/12/2020 08h34

Após passar a maior parte da temporada pressionado, Fernando Diniz está tão forte no São Paulo que sua permanência é defendida por membros da futura diretoria até em caso de perda do título brasileiro e de eliminação na Copa do Brasil.

Júlio Casares, presidente eleito e que assume em janeiro, está entre os que pensam assim, de acordo com colaborador do cartola ouvido pelo blog.

O próprio Casares deixou claro durante sua campanha que quer construir uma estrutura no departamento de futebol do clube para que Diniz tenha longevidade.

O estilo de jogo de Diniz agrada à ala importante da futura diretoria. O entendimento é de que o São Paulo pratica um futebol compatível com seu "DNA", principalmente por ser ofensivo e veloz.

A escolha de Muricy Ramalho para o cargo de coordenador técnico ajuda a criar esse ambiente confortável para o treinador. O futuro chefe aprova o desempenho de Diniz e defende trabalhos a longo prazo, como o que ele realizou quando comandava o time.

Neste momento prevalece no São Paulo a ideia de que, após brigar pelo título durante o Brasileirão inteiro, seria injusto demitir Diniz em caso de a conquista não se confirmar. Seria também interromper um trabalho sólido e que fez o clube voltar a ter uma marca registrada em campo, um jeito de jogar a ser seguido pelas categorias de base. Ainda que algumas tentativas de sair jogando desde os pés de Volpi provoquem frio na barriga de dirigentes que defenden o técnico.

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