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Conselheiros pedem suspensão de reunião sobre contas de Andrés Sanchez

Andrés Sanchez, presidente do Corinthians - Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
Andrés Sanchez, presidente do Corinthians Imagem: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
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Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

20/10/2020 10h54

Antonio Goulart dos Reis, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, sofre pressão para suspender a reunião desta terça (20), à noite, para a votação das contas da gestão de Andrés Sanchez referentes a 2019.

Parte dos conselheiros alega que suas integridades físicas estarão em risco se forem votar na Neo Química Arena, por isso pedem a suspensão da sessão.

O pedido é movido pelo fato de o grupo oposicionista Frente Liberdade Corinthiana divulgar em seu site como votaram conselheiros em reuniões passadas sobre as contas. Integrantes do órgão que aprovaram balanços anteriores dizem que ficaram expostos e que temem por sua integridade física. Torcedores prometem ir à arena para fazer manifestação a favor da rejeição das contas.

A Frente Liberdade Corinthiana diz que não fez nada ilegal e que Goulart havia autorizado a diretoria a divulgar os mesmos dados no site do clube. O grupo entende que a divulgação faz parte do processo de transparência que a agremiação deveria seguir.

A eventual reprovação abriria caminho para o pedido de abertura de processo de impeachment contra Andrés. Porém, caso isso aconteça, será praticamente impossível concluir o procedimento antes da próxima eleição no clube, marcada para 28 de novembro.

O principal motivo para a reprovação, segundo a oposição, é a diferença entre o orçamento para 2019 e o que foi realizado.

O superávit previsto era de R$ 650 mil. O déficit divulgado inicialmente foi de R$ 177 milhões. O valor, porém, aumenta, com dívidas por cobranças judiciais não calculadas inicialmente e chega perto dos R$ 200 milhões. A diretoria nega ter cometido erros. O blog não consegui falar com Goulart nesta manhã. Na noite anterior, ele disse que não tinha recebido pedido de suspensão.

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