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Mauro Cezar Pereira

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Parar o Brasileiro por desfalques é certo? Quem discorda quer se aproveitar

Savarino é desfaque do Atlético-MG - GettyImages
Savarino é desfaque do Atlético-MG Imagem: GettyImages
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

11/06/2021 16h42

Os três times que mais investem no futebol brasileiro são os que mais desfalcados estarão durante a Copa América, que será disputada paralelamente às competições da própria CBF. Sim, ela mesma, a, em tese, responsável pela seleção brasileira e pela vinda do certame para território nacional. Uma óbvia (e velha) distorção.

O Flamengo não terá no período Gabigol e Everton Ribeiro, ambos na seleção cebeefiana, naturalmente. Arrascaeta servirá ao Uruguai, Isla ao Chile e Piris da Motta, que retornou de empréstimo ao futebol turco, joga pelo Paraguai.

O Atlético teve quatro convocados, todos estrangeiros: Savarino, da Venezuela; Júnior Alonso, do Paraguai; Alan Franco, do Equador; e Eduardo Vargas, do Chile. Já o Palmeiras fica sem três atletas: o uruguaio Matias Viña, o paraguaio Gustavo Goméz e o brasileiro Weverton.

São 12 jogadores, mais do que um time inteiro, que poderia ser assim escalado: Weverton, Isla, Gustavo Goméz, Júnior Alonso e Matias Viña; Alan Franco, Savarino, Everton Ribeiro e Arrascaeta; Eduardo Vargas e Gabigol. No banco, Piris da Motta.

Claro, quem não tem jogador convocado ou apenas um está achando ótimo. Quando o Flamengo insiste na paralisação do campeonato devido a tal aberração, em meio a equívocos de sua diretoria pelo menos se vê um clube indo contra a CBF. Vale lembrar que os rubro-negros não votaram em Rogério Caboclo para presidente da entidade, assim como o Corinthians. O Athletico não compareceu à eleição.

O ambiente de subserviência à confederação é conhecido. E até defendido por quem pretende se aproveitar do enfraquecimento forçado dos times que mais cedem jogadores às seleções. É a chance de levar vantagem, certo?

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL