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Mauro Cezar Pereira

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Sem grandes talentos de outros tempos, Brasil de Tite "pede" mais conjunto

Neymar contra o Equador: único craque  - Buda Mendes/Getty Images
Neymar contra o Equador: único craque Imagem: Buda Mendes/Getty Images
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

04/06/2021 23h29

A seleção brasileira que venceu o Equador (2 a 0) na noite de sexta-feira é um time de bons e ótimos jogadores com um craque que está longe de seu melhor momento. Essa foi uma das razões pela quais vimos o time treinado por Tite esbarrar diante de um adversário que sequer finalizou na direção do gol.

O gol de Richarlison aos 21 minutos do segundo tempo, com falha do goleiro Dominguez, abriu caminho para a vitória. Bola roubada no ataque por Paquetá, que subiu de produção com a saída de Fred e seu recuo para função que fez na maior parte da temporada pelo Lyon; e assistência de Neymar, 1 a 0.

Neymar, de penal, com VAR, fechou o placar batendo duas vezes. Era o segundo pênalti seguido perdido por ele, que desperdiçou na partida contra o Brest, pela última rodada do campeonato francês. Mas o árbitro de vídeo entrou novamente em ação, corretamente, e na segunda chance o camisa 10 marcou.

Mas até o primeiro gol a dificuldade era grande. Em parte porque o jogo coletivo da equipe passa longe do ideal, algo óbvio para uma seleção que voltou a jogar após 199 dias. E não há fatura de talento como em momentos do passado.

Ficaram para trás os tempos nos quais o time não era bem treinado, mas sobravam jogadores acima da média. Que resolviam, inclusive em momentos críticos.

Para que a seleção brasileira jogue o que (sempre) dela se espera, Tite terá que aproveitar muito bem os momentos nos quais tiver os atletas à disposição. Se ele seguir na CBF, claro.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL