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Conmebol monitora Eurocopa para decidir sobre adiamento da Copa América

Gianni Infantino, presidente da Fifa, e Alejandro Dominguez, chefe da Conmebol. Cartolas negociam após surto do Covid-19 - CARL DE SOUZA / AFP
Gianni Infantino, presidente da Fifa, e Alejandro Dominguez, chefe da Conmebol. Cartolas negociam após surto do Covid-19 Imagem: CARL DE SOUZA / AFP
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

12/03/2020 17h33

A cúpula da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) conversa com dirigentes da Uefa (União Europeia de Futebol) para ter um termômetro de como o novo coronavírus vai afetar o calendário do futebol mundial e avaliar a possibilidade do adiamento da Copa América, programada para junho e julho de 2020 na Argentina e na Colômbia.

Cartolas sul-americanos e europeus se aproximaram nos últimos meses para minar a intenção da Fifa de criar torneios de clubes que possam interferir na rentabilidade dos principais campeonatos continentais, como a Libertadores e a Liga dos Campeões. Essa proximidade faz com que possam tomar passos em conjunto também no caso de mudanças devido ao Covid-19.

Segundo a imprensa europeia, a Uefa já analisa a possibilidade de adiar a Eurocopa para 2021. Não há projeção para que o campeonato de seleções da Europa, que está marcado para diversas sedes no continente entre 12 de junho e 12 de julho, seja realizado sem torcida, por exemplo. A Uefa avalia ser melhor adiar.

Esse termômetro que a Conmebol quer. A Copa América está marcada para o mesmo período da Eurocopa, de 12 de junho a 12 de julho, e será quadrienal a partir de 2020 justamente para se adequar ao calendário da copa europeia.

Se a Uefa adiar seu torneio, vai crescer muito a chance de a Conmebol seguir esse caminho, apesar de o surto do novo coronavírus ser, neste momento, muito pior na Europa do que na América do Sul. Há, entretanto, projeções dos ministérios de Saúde de países sul-americanos para um aumento significativo dos casos no continente nos próximos meses.

A direção da Conmebol teme que a dúvida sobre a realização da competição, ou até mesmo jogá-la sem torcida, afete a negociação com os patrocinadores, algo que está em andamento neste momento. O adiamento seria uma solução para assegurar que não haverá prejuízo na realização da Copa América.

A Conmebol pediu para a Fifa adiar o início das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, no Qatar, que já teria duas rodadas agora no final de março. A federação internacional confirmou nesta quinta (12) o adiamento. A entidade adiou também uma rodada da Libertadores, da próxima semana. Mas internamente a avaliação é que será inevitável mais adiamentos.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.