Juca Kfouri

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Opinião

Doutor Sócrates, 12 anos de saudade

POR CYNTIA PILON e ODÔNIO DOS ANJOS*

Ele não abriu mão de estudar e se tornar médico, mesmo como jogador de futebol profissional.

Deixou de exercer a profissão de jaleco para curar a alma dos brasileiros com sua arte disfarçada de futebol.

Pois essa era sua filosofia.

Onde quer que fosse, o que quer que fizesse ou dissesse, ele era pura arte.

Com uma potência que não cabia em si, combateu com rara coragem a repressão dos tempos sombrios em que viveu.

Em meio ao breu, sua luz brilhou.

Com a genialidade de sua filosofia bastou a coragem, esta infinita, para capitanear o maior movimento político da história do esporte.

Além disso, colocou sua carreira e sua vida na condição de um futuro democrático para o Brasil.

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Naquela ocasião, para os olhares incautos, pareceu ter sido derrotado ao ir jogar na Europa diante da continuidade da ditadura que seguia no país.

Com sua postura, suas declarações e atitudes sempre a favor da classe trabalhadora, Sócrates jamais foi derrotado.

Independentemente de copas do mundo, eis aqui, eternamente, gravado na história, um título inalcançável a não ser para os maiores gigantes que passaram pela terra: a vida eterna!

Sócrates Brasileiro vive, e viva Sócrates Brasileiro!

*Cyntia Pilon é produtora de TV e Odônio dos Anjos é coordenador de projetos do Cine Clube Cauim, em Ribeirão Preto.

Opinião

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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