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Espanhol - 2019

Barcelona sofre mais derrotas com dupla Neymar e Messi em campo

Do UOL, em São Paulo

18/05/2014 11h00

Neymar e Messi jogaram juntos menos do que poderiam na primeira temporada da dupla no Barcelona, mas o torcedor não deve culpar as lesões de ambos pelo fracasso no ano. Das oito derrotas da equipe azul-grená em toda a temporada, cinco foram com a dupla começando junta no time titular.

Todos os tropeços foram fundamentais para a falta de títulos do Barcelona, que pela primeira vez desde 2009, ano do início da era Guardiola, terminou uma temporada sem conquistas de peso. Com Messi e Neymar, o time catação perdeu para Granada, Valladolid e Real Sociedad, todos no segundo turno, somando nove pontos desperdiçados que fizeram enorme diferença na disputa do Espanhol, vencido pelo Atlético de Madri no último sábado.

Também com ambos em campo desde o início que o Barcelona perdeu para o mesmo Atlético, na Liga dos Campeões; e Real Madrid, na final da Copa do Rei. O aproveitamento da dupla em campo é alto à primeira vista (77,2%, com 47 dos 66 pontos em disputa), mas a temporada de um gigante na Espanha, pela superioridade em relação aos adversários, exige mais.

Nos últimos três Espanhóis, o time campeão nunca perdeu mais de duas vezes em todo o ano. Desta vez, o Atlético levou a taça sendo derrotado quatro vezes. O Barcelona, vice, somou cinco revezes.

Quando teve só Messi, ou seja, em boa parte do primeiro semestre de 2014, com Neymar às voltas com lesões, o Barcelona ganhou 44 dos 57 pontos em disputa e só perdeu uma vez – 77,1% de aproveitamento. Nas vezes em que só o brasileiro começou jogando, foram duas derrotas e 22 pontos dos 30 em jogo – 73,3% de aproveitamento.

Fazer o aproveitamento da dupla melhorar pode ser a grande missão do próximo técnico do Barcelona, que acertou a saída de Gerardo Martino de comum acordo no último sábado. Na reformulação que o clube necessita, Messi e Neymar são peças-chave pela juventude e pelo que custam ao clube.

O brasileiro saiu do Santos para a Espanha em uma transferência cheia de suspeitas que, estima-se, movimentou mais de 50 milhões de euros. Messi, por sua vez, renovou o seu contrato na semana passada e tornou-se o jogador mais bem pago do planeta, com um salário de 20 milhões de euros anuais.

Com 22 e 26 anos, respectivamente, eles são de gerações diferentes de Xavi (34) e Iniesta (30), por exemplo. Fabregas, Pedro e Alexis, outras opções do time no meio-campo, são contemporâneos da dupla, mas ainda não despertam a mesma expectativa na crítica e na torcida que Neymar e Messi. Uma parceria de sucesso, portanto, pode ser a diferença entre voltar a conquistar como na era Guardiola ou seguir à margem dos principais títulos.