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Renovação de Wellington Silva trava, mas Flu deve ter atacante na estreia

Wellington Silva acertou renovação com o Fluminense até 2022, mas ainda não foi registrado - Mailson Santana/Fluminense FC
Wellington Silva acertou renovação com o Fluminense até 2022, mas ainda não foi registrado Imagem: Mailson Santana/Fluminense FC

Caio Blois

Do UOL, no Rio de Janeiro

05/08/2020 04h00

Classificação e Jogos

O Fluminense tem tudo certo com o atacante Wellington Silva para assinar um novo contrato até junho de 2022. Mas o novo vínculo com o jogador de 27 anos ainda não foi renovado oficialmente.

Wellington segue treinando com o grupo e até teve boa participação ao entrar na segunda etapa do amistoso com o Botafogo, no último sábado (1º). Mas o contrato anterior de quatro anos, assinado em 2016, se encerrou na sexta passada (31). As partes entraram em acordo e trocaram documentos, mas o ponta ainda não teve seu vínculo registrado no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF.

A situação, entretanto, não preocupa o Tricolor. A documentação necessária está assinada e o registro sairá nos próximos dias. Internamente, o clube está tranquilo para regularizar o atleta antes da estreia no Campeonato Brasileiro, marcada para o domingo (9), às 19h, contra o Grêmio, em Porto Alegre.

O acordo até 2022 manteve o patamar salarial do atleta. Nas tratativas, Wellington, com quem o clube tinha alguns débitos, não pediu aumento considerável de seus vencimentos, que estavam um pouco acima da política de teto salarial da gestão Pedro Abad (R$ 150 mil), mas se enquadram no orçamento do Flu.

Diferentemente de seu antecessor, o presidente Mario Bittencourt não estabeleceu a política, e trabalha apenas com o valor disponível para pagamentos na folha. A diferença nos ganhos auferidos por Wellington será compensada com algumas negociações com atletas que deixaram o clube nos últimos dias.

De olho no mercado da bola

Apesar de não ter negociações adiantadas com nenhum jogador, o Fluminense segue de olho no mercado da bola. O Tricolor monitora situações de alguns atletas em fim de contrato ou com pouco espaço em outros elencos da Série A.

Após fazer 12 contratações no início do ano — contando com as chegadas sem custos do goleiro João Lopes e do meia-atacante Matheus Cassini para o time sub-23 —, o Flu pode trazer reforços de maneira pontual para compensar saídas.

Além de jovens sem espaço como César e Macula, que deixaram o clube rumo a Portugal, o Tricolor perdeu também o volante Henrique, que voltou para o Cruzeiro, clube que detém seus direitos econômicos. Na posição, entretanto, não deve haver contratações, uma vez que os jovens André, Calegari e Martinelli agradam bastante à comissão técnica comandada por Odair Hellmann.

O Fluminense apresentou ontem (4) o lateral-esquerdo Marlon, que estava emprestado ao Boavista, de Portugal. O jogador de 23 anos conta com a confiança de Odair, mas tem algumas sondagens da Europa e ainda não possui definição em seu futuro.

Caso permaneça no clube, com quem tem contrato até 31 de dezembro de 2021, o outro reserva, Orinho, deve ser dispensado. O Flu busca também reemprestar o atacante Felippe Cardoso. Além dele, Matheus Alessandro e Pablo Dyego, da mesma posição, também não fazem parte dos planos do elenco profissional nem dos aspirantes.