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Osaka vira sobre Azarenka e conquista bicampeonato no US Open

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Imagem: Getty Images
Alexandre Cossenza

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais. Contato: ac@cossenza.org

Colunista do UOL

12/09/2020 19h09

Dois anos depois das lágrimas em uma final tumultuada e com direito a vaias na cerimônia de premiação, Naomi Osaka só tem motivos para sorrir neste sábado, 12 de setembro de 2020. Com uma reação furiosa iniciada no segundo set, a japonesa, atual número 9 do mundo, derrubou a veterana Victoria Azarenka, de 31 anos, por 1/6, 6/3 e 6/3 e conquistou mais uma vez o título do US Open.

É o terceiro triunfo de Osaka em um slam. Além do torneio nova-iorquino de 2018, ela também venceu o Australian Open de 2019. Mulher esportista mais bem paga do planeta segundo o ranking da Forbes e atleta mais marquetável do mundo segundo a SportsPro, Osaka não perde um jogo iniciado desde que o circuito voltou após cinco meses de paralisação, somando 11 vitórias, e subirá para a terceira colocação no ranking mundial.

Para Azarenka, foi a terceira final perdida em Nova York. Ela também foi vice em 2012 e 2013, superada por Serena Williams em ambas ocasiões. A bielorrussa, que estava invicta há 11 jogos e foi campeã do WTA de Cincinnati por WO quando Osaka não jogou por causa de uma lesão na perna esquerda, subirá do 27º para o 14º posto na lista da WTA.

O triunfo anterior em Nova York foi marcado pela confusão causada por Serena Williams, que foi seguidamente punida pelo árbitro de cadeira e perdeu até um game por chamar o juiz de ladrão. Na hora da entrega dos troféus, o público nova-iorquino vaiou intensamente, o que levou Osaka às lágrimas.

Como aconteceu

Azarenka entrou mais firme em quadra, errando pouco nas trocas de bola. Enquanto isso, Osaka mostrava nervos, tanto com um errático lançamento no saque quanto com falhas do fundo de quadra. Logo no primeiro game, a japonesa cometeu uma dupla falta e dois erros não forçados. O segundo deles, uma direita longa, deu a Azarenka uma quebra de vantagem. A sequência se repetiu no quinto game, com mais um break point convertido por Vika, que somava apenas dois erros não forçados contra dez da rival. Não demorou muito para a bielorrussa confirmar seu serviço e abrir 5/1. Osaka, que chegou até a atirar sua raquete no chão num gesto de frustração, não resistiu muito. Com 27 minutos de partida, Azarenka encaixou uma esquerda vencedora, conseguiu nova quebra e fechou o set em 6/1.

Azarenka era mais consistente do fundo de quadra, absorvendo bem a maior potência de Osaka e conseguindo jogar a japonesa de um lado para o outro da quadra em algumas ocasiões. No segundo game do segundo set, novamente um backhand vencedor na paralela fez diferença. Foi assim que Vika converteu uma chance de quebra e abriu 2/0. Parecia que a partida já tinha dono, mas Osaka reagiu no terceiro game e, com uma direita longa da rival, devolveu a quebra e igualou o placar em 2/2 ao confirmar o saque pouco depois. Azarenka, então, fez um péssimo sétimo game, cometendo uma dupla falta e três erros não forçados.

Osaka assumiu a dianteira, e o placar já refletia uma dinâmica de jogo diferente. A japonesa passou a dar menos pontos de graça e fechou as portas para a oponente com ótimos saques (fez 5 aces no segundo set e nenhum na primeira parcial). Consequentemente, Osaka jogava mais à vontade, arriscando e pressionando mais os games de saque de Azarenka. Foi assim que conseguiu mais uma quebra no nono game para fazer 6/3 e forçar o terceiro set.

Osaka abriu a parcial decisiva encaixando três bolas vencedoras - todas na linha. Seu melhor tênis se mostrava bom demais para Azarenka, que já não levava a melhor o fundo de quadra nem conseguia sacar tão bem como no primeiro set. No quarto game, a japonesa conseguiu a primeira quebra da parcial e abriu 3/1 após atacar com uma paralela de backhand que Vika não conseguiu devolver. A bielorrussa ainda teve uma chance de reagir no quinto game, com um 0/40, mas Osaka brilhou, venceu cinco pontos seguidos e abriu 4/1.

O jogo parecia decidido, mas Azarenka não desistiu contra Serena, nas semifinais, e certamente não entregaria os pontos antes da hora na final do torneio. No sétimo game, com Osaka sacando em 40/15, Vika encaixou duas bolas na linha e, um depois de par de erros da japonesa, devolveu a quebra, colocando-se com o saque em 3/4. Pouco adiantou. Na sequência, a japonesa voltou a ser sólida do fundo de quadra e a pressionar Azarenka, que cedeu a quebra decisiva com uma direita para fora.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.