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Presidente do COB confia na realização dos Jogos e nos protocolos adotados

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Andrei Kampff é jornalista formado pela PUC-RS e advogado pela UFRGS-RS. Pós graduado e mestrando em Direito Desportivo, é conselheiro do Instituto Ibero Americano de Direito Desportivo e criador do portal Lei em Campo. Trabalha com esporte há 25 anos, tendo participado dos principais eventos esportivos do mundo e viajado por 32 países atrás de histórias espetaculares. É autor do livro "#Prass38".

22/01/2021 13h37

Por Ivana Negrão

O jornal britânico The Times divulgou na noite desta quinta-feira (21) a intenção do governo japonês de cancelar a Olimpíada no país, já adiada em razão da pandemia. A decisão teria sido motivada pelo crescimento do número de infectados em todo o mundo.

"Nós negamos claramente", disse o vice-chefe do gabinete do Japão, Manabu Sakai, em entrevista coletiva na manhã desta sexta (22).

O Comitê Olímpico Brasileiro tem mantido contato próximo com o Comitê Olímpico Internacional, o Comitê Organizador dos Jogos e os diversos Comitês Olímpicos Nacionais. Por isso, "segue trabalhando com total confiança na data de 23 de julho para o início dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020", afirmou o presidente do COB, Paulo Wanderley.

Grande parte do Japão está em estado de emergência devido a uma terceira onda de infecções por COVID-19, mas o plano de realizar a competição na data reprogramada segue.

"Entendemos que, devido ao contexto da pandemia, restrições serão impostas. Porém, estamos convictos da realização das competições esportivas como previsto e damos total apoio ao Comitê Organizador e ao COI nesse sentido. Acreditamos ainda que qualquer notícia sobre a realização dos Jogos deva ser respaldada em comunicados oficiais, de modo a não trazer intranquilidade aos atletas", acrescentou Paulo Wanderley.

Em nota, o COI também confirmou a realização do evento, a exemplo do governo do Japão. O presidente Thomas Bach disse que "não temos nenhuma razão neste momento para acreditar que a Olimpíada de Tóquio não será inaugurada em 23 de julho, no Estádio Olímpico de Tóquio. É por isso que não existe um plano B".

"A imunização é algo distante ainda. Porém o evento sem público poderia ser planejado e concretizado, no padrão bolha. No entanto, uma olimpíada é um evento muito complexo, tem torneios classificatórios entre vários outros aspectos. Espero sinceramente que achem alguma alternativa para viabilizar a realização. Não podemos ter um hiato desses no esporte sem esgotar todas as alternativas possíveis e viáveis", afirma o advogado Paulo Schmitt.

Paulo Wanderley reforça que as medidas para proteger a saúde dos atletas e demais participantes estão sendo tomadas. "O Comitê Olímpico Brasileiro vem implementando importantes ajustes no planejamento, sob orientação de um grupo de trabalho do qual fazem parte médicos infectologistas comprometidos em oferecer um ambiente seguro aos integrantes do Time Brasil", finaliza Paulo Wanderley, presidente do COB.

O Japão ainda não começou a campanha de vacinação. A previsão é que a população seja imunizada a partir de maio, poucos meses antes da cerimônia de abertura do evento.

A Olímpiada de Tóquio está programada para o período de 23 de julho a 8 de agosto. Já a Paralimpíada, começaria em 24 de agosto e encerraria em 5 de setembro.

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