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Japão só realiza Olimpíada até meio de 2021. "Prioridade é saúde de todos"

Lei em Campo

Andrei Kampff é jornalista formado pela PUC-RS e advogado pela UFRGS-RS. Pós graduando em Direito Esportivo e conselheiro do Instituto Ibero Americano de Direito Desportivo e criador do portal Lei em Campo. Trabalha com esporte há 25 anos, tendo participado dos principais eventos esportivos do mundo e viajado por 32 países atrás de histórias espetaculares. É autor do livro ?#Prass38?.

28/04/2020 11h10

A Olimpíada de Tóquio ainda corre risco de não acontecer. A Associação Médica do Japão já afirmou que realizar a competição antes de desenvolver uma vacina é arriscado, e o presidente do Comitê Organizador disse nesta terça ao jornal japonês Nikkan Sports que se os jogos não puderem ser realizados no meio de 2021 "as Olimpíadas serão descartadas".

Eu conversei com o presidente do Comitê Paralímpico Internacional (CPI), e membro do Comitê Olímpico Internacional (COI), Andrew Parsons. Ele confirmou que o compromisso japonês é de realizar os jogos só até a data remarcada. E reafirmou que nada é definitivo nesse momento, e a primeira preocupação para a realização dos jogos "é garantir a saúde de todos".

É importante entender. Para o cancelamento de uma Olimpíada, a decisão é do COI e do CPI. Agora, para definir adiamento, como foi o caso inédito anunciado em marco desse ano, a decisão passa também pelo comitê organizador.

O presidente do Comitê Organizador disse também na entrevista ao jornal japonês que o valor estimado do adiamento dos jogos gira em torno de 14 bilhões de reais, e que em função disso a organização inclusive trabalha com a ideia de realizar uma cerimônia de abertura e encerramento unificada, unindo atletas olímpicos e paraolímpicos, algo inédito.

Parsons, o brasileiro que participou da decisão mais difícil do esporte no ano, o adiamento de Tóquio, me disse que todas as possibilidades são analisadas, mas não perde a esperança: "Tóquio será o símbolo de que vencemos o vírus".

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Lei em Campo, por Andrei Kampff