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Julio Gomes

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Galo perde chance de golear no Equador e volta a sofrer com erros infantis

Ademir, do Atlético-MG, comemora gol contra o Emelec pela Copa Libertadores - Rodrigo BUENDIA / AFP
Ademir, do Atlético-MG, comemora gol contra o Emelec pela Copa Libertadores Imagem: Rodrigo BUENDIA / AFP
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Julio Gomes

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

28/06/2022 21h10

O Atlético poderia ter saído do Equador com uma bela goleada sobre o Emelec, que deixaria as coisas mais tranquilas para os jogos do Brasileirão (Juventude e São Paulo) que aparecem encavalados entre as eliminatórias de Libertadores e Copa do Brasil. Poderia. Mas não saiu. E ainda tem de se dar por satisfeito com o empate, pois jogou boa parte do segundo tempo com um a menos.

No fim, os vilões desta noite de terça-feira foram os mesmos da eliminação do Galo na Libertadores do ano passado. Hulk, que não jogou bem naquela eliminatória contra o Palmeiras, perdeu uma chance clara no primeiro tempo e desperdiçou um pênalti nos minutos finais da partida - no Allianz, ele chutou na trave, hoje bateu mal e teve a cobrança defendida por Ortiz.

O outro vilão é Nathan Silva. No ano passado, levou o drible de Gabriel Veron que acabou no gol da classificação palmeirense. E, no Equador, cometeu um pênalti infantil no começo do segundo tempo, subindo para uma disputa de bola com os brações abertos.

Ao contrário do ano passado, no entanto, o Atlético tem todas as condições de se classificar. Basta vencer o fraquíssimo time do Emelec em casa na semana que vem, não deverá ter problemas para isso. Mas pensando mais para frente, em um provável repeteco contra o Palmeiras, a torcida tem razões de sobra para se preocupar. O time não engata a quinta marcha na temporada.

Na noite de hoje, foram muitas chances na primeira meia hora de partida. Mas muitas mesmo. O Emelec estava completamente fora de jogo, sem ritmo (não jogava uma partida oficial havia um mês), sem rumo e sem soluções para enfrentar o ataque atleticano. Era um primeiro tempo para 3 a 0 e deixar tudo resolvido.

No segundo tempo, o Galo voltou muito mal. E aí vieram as falhas individuais. Nathan Silva fez o pênalti e depois Allan foi infantil ao cair na provocação do adversário e desferir uma cotovelada no rosto. Poderia ter complicado o Galo em Guayaquil e ainda desfalcará o time na partida de volta.

São os erros que têm marcado a temporada do Atlético com o Turco Mohamed. É um time que tem volume de jogo, mas alterna demais bons e maus momentos ao longo de uma partida e cede espaços demais quando precisa se defender. Estão lá os valores individuais, gente como Hulk, Nacho e Arana, para resolver problemas. Hoje, não resolveram.