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OPINIÃO

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O Brasil tem potencial para lotar um estádio no Major de CS

IEM Rio 2022 - Divulgação/ESL
IEM Rio 2022 Imagem: Divulgação/ESL
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Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

26/05/2022 04h00

A notícia veiculada na última terça-feira, de que o Brasil receberia pela primeira vez um Major de Counter-Strike: Global Offensive, fez ferver as redes sociais dos fãs de esporte eletrônico. Marcada para acontecer de 31 de outubro a 13 de novembro, a IEM Rio 2022 virou motivo de orgulho e euforia não só para os adeptos do FPS da Valve, mas para o cenário em geral. O desenrolar com a abertura da venda de ingressos, porém, levantou diversos questionamentos na comunidade.

Não é de gerar estranheza que instabilidades aconteceriam com a página destinada a comercialização. Estamos falando de, potencialmente, um dos maiores eventos de Esports da história. O Counter-Strike foi a faísca que se tornou uma enorme fogueira e se tornou o grande responsável por disseminar a níveis antes inimagináveis os games enquanto experiência competitiva em larga escala no Brasil.

Porém, também há que se concordar que a Jeunesse Arena, que conta com capacidade total para 18 mil pessoas, talvez não fosse o palco com capacidade mais adequada para um evento de tal calibre. Dias atrás, assistimos ao streamer Alexandre "Gaules" reunindo mais de 710 mil pessoas em um canal da Twitch para torcer pelo Brasil. Era natural que a disputa por ingressos seria insana.

Diante das múltiplas reclamações, uma enxurrada de críticas e memes deu espaço também a pedidos para que o evento ocorra em um estádio de futebol. Em seus perfis oficiais, Allianz Parque e Maracanã brincaram com a situação, levantando a possibilidade. A própria casa palmeirense, vale lembrar, recebeu 12 mil pessoas em uma final de CBLOL há sete anos... Um tempo significativo para que a demanda do Esport brasileiro aumentasse - e muito.

O próprio Campeonato Brasileiro de League of Legends, inclusive, evaporou em poucas horas os 2520 ingressos colocados à disposição do público para as nove semanas da Segunda Etapa do campeonato, distribuídas em 18 datas com 140 lugares para cada uma. Especialmente após tanta reclusão nos piores momentos da pandemia, os fãs estão ávidos pela experiência ao vivo. Eis a chance de encontrar os grandes ídolos.

A fidelidade do público por aqui é inquestionável, e não parecia necessário grandes cálculos para saber que, no embalo do Last Dance de Gabriel "FalleN" e outros nomes históricos para o CS:GO, do desempenho inenarrável de Gaules nos tempos atuais, uma grande carga de ingressos poderia ser oferecida para esse Major. Será interessante observar como os organizadores irão se portar diante de tudo o que aconteceu.

É necessário fazer com que esse acontecimento histórico fique marcado para sempre como uma memória positiva para os brasileiros, e não como uma frustração. Obviamente, é impossível deixar todos os fãs felizes, mas o sentimento geral, até agora, é dúbio.