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Diego Garcia

REPORTAGEM

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Câmara da CBF nega comissão por Thiago Maia e manda agente pagar ao Santos

Thiago Maia hoje defende o Flamengo, emprestado pelo Lille - Robson Mafra/AGIF
Thiago Maia hoje defende o Flamengo, emprestado pelo Lille Imagem: Robson Mafra/AGIF
Diego Garcia

Repórter desde 2010, passou por Folha de S. Paulo, ESPN, Terra e Placar. Ganhou dois prêmios Aceesp (2014 e 2016) e foi indicado aos prêmios Comunique-se (2019), República (2017, 2018 e 2021), Folha (2018 e 2019) e Fenacor (2020). Cobriu Copa do Mundo, Olimpíadas, Mundial de Clubes e outros grandes eventos. Contato: garciadiegosilva@gmail.com

com Bruno Andrade, colunista do UOL

22/10/2021 10h04

A Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF negou à empresa MJF, do empresário Juan Figer, o recebimento de uma comissão pela transferência de Thiago Maia ao Lille por R$ 50 milhões, em 2017.

O tribunal ainda condenou a empresa a pagar R$ 70 mil ao Santos em honorários advocatícios.

A intermediária pleiteava o pagamento de R$ 2,5 milhões, mais juros e correção monetária, pela saída de Thiago Maia.

A empresa se baseava em declarações públicas do ex-presidente Modesto Roma de que pagaria 10% pelo valor da transação, além de troca de e-mails sobre a transferência.

Porém, apesar disso, a MJF alega não ter recebido sua parte na transferência e acionou a CNRD para receber o valor que acha devido.

O Santos, por sua vez, diz que o contrato com a MJF estava condicionado a um registro da empresa na CBF, o que ocorreu somente após a data limite de assinatura da transferência.

O time alvinegro ainda apontou que a intermediária não representava mais o atleta quando ele se transferiu para o Lille.

A coluna procurou os advogados de Figer para comentarem, mas eles não vão se manifestar pelo sigilo do processo.