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Diego Garcia

REPORTAGEM

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Comentarista do SBT também briga na Justiça contra patrocinadora da CBF

Diego Garcia

Repórter desde 2010, passou por Folha de S. Paulo, ESPN, Terra e Placar. Ganhou dois prêmios Aceesp (2014 e 2016) e foi indicado aos prêmios Comunique-se (2019), República (2017, 2018 e 2021), Folha (2018 e 2019) e Fenacor (2020). Cobriu Copa do Mundo, Olimpíadas, Mundial de Clubes e outros grandes eventos. Contato: garciadiegosilva@gmail.com

com Thiago Braga, colaboração para o UOL

16/09/2021 04h00

Atual comentarista do SBT, a ex-árbitra Nadine Bastos é mais uma - assim como Renata Ruel, da ESPN - que tenta na Justiça para ganhar uma indenização da Sky pelos patrocínios nas camisas dos juízes sem que os mesmos fossem remunerados.

Nadine pede R$ 280 mil a título de reparação, exploração e utilização indevida de sua imagem entre 2012 e 2018, além de danos materiais, juros e correções. O processo corre desde 2019 nos tribunais de São Paulo.

A ex-árbitra confirmou à coluna a existência da ação, mas afirmou que só iria se manifestar após uma decisão final.

Em primeira instância, a juíza Carolina Rossi havia julgado o pedido improcedente, por não considerar que a imagem da árbitra foi exposta. Além disso, definiu como incabível o dano moral, por não enxergar violação de direito de personalidade.

A decisão ocorreu após a CBF ingressar na ação com uma petição de assistência, alegando interesse jurídico no caso por ter celebrado patrocínio com a Sky. Segundo a entidade, essa opção estava prevista em contrato. A intervenção foi aceita pela empresa na ação.

Porém, em recurso feito em segunda instância, a ex-árbitra havia conseguido voto positivo para ser indenizada em R$ 5 mil por partida a partir de 2015, por exploração sem autorização de seu direito de imagem.

Em sua defesa no processo, a Sky havia alegado que o vínculo jurídico de Nadine era com a CBF, razão pelo qual não poderia ser penalizada pelo tribunal. A empresa pediu que a Klefer, não a confederação, fosse incluída no processo.

Isso porque a CBF cedeu à Klefer o direito de explorar o espaço nas Séries A, B, C e D do Brasileiro, e a empresa, por sua vez, firmou contratos milionários com a Sky - em 2018, era de R$ 5,2 milhões.

CBF e Sky foram procuradas para comentar o processo, mas não responderam até a publicação. A reportagem será atualizada se as partes quiserem se manifestar.