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Diego Garcia

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Marta mostra porque é Rainha e comanda estreia na busca por ouro e recorde

Marta comemora gol diante da China na estreia da seleção nas Olimpíadas de Tóquio - AFP
Marta comemora gol diante da China na estreia da seleção nas Olimpíadas de Tóquio Imagem: AFP
Diego Garcia

Repórter desde 2010, passou por Folha de S. Paulo, ESPN, Terra e Placar. Ganhou dois prêmios Aceesp (2014 e 2016) e foi indicado aos prêmios Comunique-se (2019), República (2017, 2018 e 2021), Folha (2018 e 2019) e Fenacor (2020). Cobriu Copa do Mundo, Olimpíadas, Mundial de Clubes e outros grandes eventos. Contato: garciadiegosilva@gmail.com

Colunista do UOL

21/07/2021 06h51

Com Maria Victoria Poli, de São Paulo (SP)

A seleção brasileira venceu sua primeira partida nos Jogos de Tóquio nesta quarta-feira (21). Em jogo que começou às 5h no horário do Brasil, o time feminino venceu a China por 5 a 0, com dois gols de Marta, Debinha, Andressa Alves e Bia Zaneratto, e somou três pontos importantes no torneio.

Diante da tradicional China, o Brasil se impôs e construiu o placar ainda na etapa inicial, quando abriu 2 a 0. Marta fez o primeiro, aos 8. E depois o terceiro, aos 29 do segundo tempo. Com 35 anos, ela disputa sua quinta Olimpíada pelo Brasil. Não sei se será a última, mas mostrou porque é a Rainha do futebol.

Marta chegou aos seus 11º e 12º gols em Jogos Olímpicos, ultrapassando a canadense Christine Sinclair como a segunda maior artilheira da história olímpica. Ela está atrás apenas da brasileira Cristiane, com 14, hoje comentarista da Globo.

A Rainha tem duas medalhas de prata - em Atenas 2004 e Pequim 2008. Ficou de fora da semifinal em Londres 2012, quando o Brasil perdeu para o Japão nas quartas. Já no Rio 2016, caiu diante da Suécia, na semi, nos pênaltis, e perdeu o bronze para o Canadá.

A Suécia, aliás, é de novo uma das principais candidatas a uma medalha nos Jogos de Tóquio. Prata no Rio, o time nórdico estreou bem, vencendo os Estados Unidos, como sempre favorito - já são três medalhas de ouro para as americanas na modalidade.

Já o segundo gol foi feito por Debinha. A atacante aproveitou rebote e ampliou o placar diante da China, que chegava com perigo, sem precisão nos chutes. A brasileira é a artilheira da era Pia na seleção e chegou ao 13º gol sob o comando da treinadora sueca.

O primeiro tempo foi muito melhor pro Brasil, destaques para Bia Zaneratto - foi da atleta do Palmeiras que saíram as duas jogadas de gol. A China fez uma finalização a o gol no primeiro tempo inteiro, com uma grande defesa de Bárbara, que mal estava trabalhando.

No segundo tempo, a China acertou a marcação e dificultou para o Brasil encontrar espaços. Nos primeiros 15 minutos, por exemplo, Marta mal tocou na bola, anulada pelas chinesas. Mas estamos falando da Rainha do futebol. Aos 29, ela aproveitou corte mal feito da zaga chinesa e bateu direto para o gol, no canto esquerdo da goleira asiática.

No fim, Andressa Alves ainda bateu pênalti com categoria para fazer o quarto da seleção brasileira. E Bia Zaneratto aproveitou bom passe de Debinha e fechou o placar.

Holanda e Zâmbia se enfrentam às 8h desta quarta e completam o Grupo F, ao qual o Brasil faz parte. O objetivo da seleção é chegar ao menos nas quartas de final. Se ficar em primeiro da chave, pega provavelmente uma das favoritas EUA ou Suécia.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL