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Diego Garcia

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Na pandemia, 6 a cada 10 gols da seleção saem de cruzamentos

Jogadores da seleção brasileira celebram gol sobre a Venezuela, na estreia na Copa América - Mateus Bonomi/AGIF
Jogadores da seleção brasileira celebram gol sobre a Venezuela, na estreia na Copa América Imagem: Mateus Bonomi/AGIF
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Diego Garcia

Repórter desde 2010, passou por Folha de S. Paulo, ESPN, Terra e Placar. Ganhou dois prêmios Aceesp (2014 e 2016) e foi indicado aos prêmios Comunique-se (2019), República (2017, 2018 e 2021), Folha (2018 e 2019) e Fenacor (2020). Cobriu Copa do Mundo, Olimpíadas, Mundial de Clubes e outros grandes eventos. Contato: garciadiegosilva@gmail.com

Colunista do UOL

14/06/2021 04h00

O Brasil venceu a Venezuela por 3 a 0 neste domingo, em Brasília, pela estreia da Copa América 2021. E fez dois gols em lances que se originaram de um jeito cada vez mais comum no time de Tite: os cruzamentos na área. Seis a cada dez gols da seleção saíram dessa forma durante a pandemia.

Nos últimos sete jogos da seleção brasileira, que coincidem com o período de chegada da Covid-19 no mundo, 12 dos 19 gols foram feitos em jogadas assim. Se não contabilizar os quatro que saíram de cobranças de pênalti, 80% dos gols do Brasil durante a pandemia vieram de cruzamentos.

A maioria veio dos pés de Neymar, cinco. Ele também deu outras duas assistências em jogadas normais.

Entre 2020 e 2021, a seleção fez 19 gols e sofreu apenas dois, ambos no triunfo por 4 a 2 contra o Peru, no ano passado. Desses, 10 gols saíram de bolas aéreas - dois foram em cruzamentos rasteiros, ambos na partida diante da Bolívia, vitória por 5 a 0, no ano passado.

No período, Neymar marcou seis gols (quatro de pênalti) no período que o ajudaram a alcançar 67 pela seleção, ficando mais próximo do recorde de Pelé, que marcou 77 em partidas oficiais, segundo a Fifa, que só contabiliza partidas entre seleções.

No duelo diante da Venezuela, o camisa 10 fez o segundo, de pênalti. E bateu o escanteio que originou o gol de Marquinhos. Ainda alçou bola para Gabigol fazer o terceiro, já no fim do jogo, que selou o placar de estreia na Copa América.

E Tite exaltou a atuação de Neymar logo após a vitória.

"Quando a gente consegue acionar ele numa faixa mais adiantada do gramado, ele fica mais protegido, porque ali o adversário fica com medo de fazer uma marcação mais firme, uma falta num local importante. Nós estruturarmos a equipe para ele receber menos bolas, mas de uma forma mais eficiente para criação, esse é nosso objetivo", disse Tite.

O Brasil volta a campo na quinta-feira (17), quando enfrenta o Peru, no Engenhão, Rio de Janeiro.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL