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Aras diz à oposição que PGR age para evitar violência no 7 de setembro

Do UOL, em Brasília

26/07/2022 12h07Atualizada em 26/07/2022 14h37

A PGR (Procuradoria-Geral da República) publicou hoje trechos de uma reunião em que o chefe do órgão, Augusto Aras, afirma a parlamentares de oposição que está tomando medidas para evitar violência no feriado de 7 de setembro. O encontro é do último dia 12, duas semanas atrás, mas as imagens só foram divulgadas oficialmente hoje.

No vídeo, Aras afirma que a PGR já adotou medidas para inibir episódios violentos no ano passado, quando uma operação da PF (Polícia Federal) chegou a prender militantes bolsonaristas durante as mobilizações para os atos. Segundo a PGR, a mesma postura preventiva será adotada em 2022. "Já estamos atentos a eventuais movimentos, espontâneos ou não, da sociedade civil, no que toca à possibilidade de violência", afirmou.

Na reunião, que durou cerca de duas horas, Aras tratou do assunto com 15 deputados e senadores de PT, PSB, Rede e PCdoB. O grupo, na maioria petista, pedia a federalização das investigações sobre o assassinato do colega de partido Marcelo Arruda, morto pelo policial penal Jorge Guaranho, apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL). Aras, porém, foi contrário à federalização.

As imagens divulgadas hoje pela PGR, no entanto, tratam apenas da preparação para os atos de 7 de setembro. Aos congressistas de esquerda, Aras diz que o órgão monitora eventuais ameaças violentas desde o ano passado, quando identificou "movimentos espontâneos, que espocavam em todo o país".

O procurador-geral, que completa três anos no cargo em setembro, tem sido pressionado nos últimos dias para que a PGR investigue os ataques feitos por Bolsonaro ao sistema eleitoral diante de um grupo de embaixadores, na semana passada. Até o momento a PGR não se manifestou sobre o assunto junto ao STF (Supremo Tribunal Federal), mas a tendência é que o órgão não veja crime de Bolsonaro no caso.

Ontem, Aras pediu de uma só vez o arquivamento de seis investigações abertas a pedido da CPI da Covid, em novembro do ano passado. No pacote estão cinco notícias-crime protocoladas pela comissão contra Bolsonaro, que no relatório final foi alvo de pedidos de indiciamento pelos crimes de epidemia, prevaricação, infração de medida sanitária, charlatanismo e emprego irregular de verba pública.