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Moro admite conversa com União Brasil e critica 'toma lá da cá' do Centrão

Sergio Moro criticou governo Bolsonaro em conferência - Reprodução
Sergio Moro criticou governo Bolsonaro em conferência Imagem: Reprodução

Colaboração para o UOL, em Brasília

29/03/2022 18h48

O pré-candidato do Podemos à presidência, Sergio Moro, disse hoje que tem conversado com o União Brasil e defendeu a formação de uma frente ampla da chamada terceira via contra a polarização provocada pelas candidaturas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidente Jair Jair Bolsonaro (PL).

"Ontem, tive uma reunião com o presidente do União Brasil. Falei semana passada com a Simone Tebet [MDB]. Estou falando, também, com outros possíveis candidatos da terceira via", disse Moro em discurso na ACRJ (Associação Comercial do Rio de Janeiro).

A declaração de Moro ocorre no mesmo dia em que o MBL (Movimento Brasil Livre) oficializou o ingresso no União, partido criado a partir da fusão do DEM com o PSL.

O movimento deve apoiar o ex-juiz e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública na disputa pelo Planalto de forma independente da orientação do União.

"O diálogo é fundamental. E a construção de uma candidatura de centro é um objetivo que todos nós temos que perseguir, porque o pior para o Brasil é a gente ter Lula ou Bolsonaro, que são governos que não funcionaram", afirmou Moro hoje.

Crítica ao Centrão

Em sua fala, Moro se distanciou do chamado Centrão —frente parlamentar formada por políticos de partidos sem coloração ideológica definida.

"A gente quer uma política baseada em princípios, valores e um absoluto respeito, absoluto respeito à legislação. A gente não quer repetir práticas do passado, por exemplo, do governo Lula, Mensalão ou Petrolão e nem essas práticas atuais do orçamento secreto que precisam ser revistas", disse.

De acordo com Moro, o Centrão está estigmatizado por ser integrado por políticos que "normalmente aderem à prática do toma lá dá cá", disse ele. "Às vezes, nem todo mundo naqueles partidos específicos qualificados como o Centrão adere a essas mesmas práticas. Nós queremos uma política diferente."