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Pré-candidato do Novo diz que votaria nulo em embate entre Lula e Bolsonaro

22.mai.2018 - O cientista político Luiz Felipe d"Avila disse não acreditar que os dois candidatos participarão do segundo turno - 22.mai.2018 - Jorge Araujo/Folhapress
22.mai.2018 - O cientista político Luiz Felipe d'Avila disse não acreditar que os dois candidatos participarão do segundo turno Imagem: 22.mai.2018 - Jorge Araujo/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

04/03/2022 12h09

Em entrevista ao site Congresso em Foco, o pré-candidato à Presidência pelo Novo, Luiz Felipe D'Ávila, afirmou que anularia o voto se tivesse que escolher entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os dois primeiros colocados nas pesquisas mais recentes para a eleição deste ano.

"Eu não voto. Eu vou anular o voto. Não voto em populista, os populistas enterraram esse país, estão colocando nossa democracia em risco", disse D'Ávila.

"Vocês acham que algum desses dois candidatos vai melhorar a democracia no Brasil? Vai abrir a economia? Gerar renda emprego? Atrair investimento internacional? É um autoengano achar que qualquer um desses dois personagens vai tirar o Brasil da crise que se encontra."

Ele disse, porém, não acreditar que Lula e Bolsonaro disputarão o segundo turno. "Eu não acho que haverá Lula e Bolsonaro no segundo turno, porque eu venho conversando com as pessoas e as pessoas querem alguém capaz de pacificar o país. [...] Se essa é a demanda do eleitor, como nós vamos ter dois radicais, dois polarizadores no segundo turno?", questionou.

Pesquisa PoderData divulgada na última quarta-feira (2) aponta que Lula segue na liderança para a disputa eleitoral, com 40% das intenções de voto, ante 32% de Bolsonaro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Nesse mesmo levantamento, D'Ávila não pontuou.

Na entrevista, o pré-candidato disse que é necessário esperar a eleição começar para ter um cenário mais claro. "Hoje, a pesquisa retrata o olho no retrovisor, o nome que você lembra. Os atributos que o eleitor busca hoje no candidato não são esses."