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Por que Corolla e outros híbridos 'bebem' menos na cidade que na estrada

Toyota Corolla Cross XRX - Murilo Góes/UOL
Toyota Corolla Cross XRX Imagem: Murilo Góes/UOL

José Antonio Leme

Do UOL, em São Paulo (SP)

05/10/2021 04h00

UOL Carros recebeu uma série de mensagens de leitores questionando os números da matéria "Até 17 km/l na cidade: veja os 10 SUVs flex mais econômicos" em relação aos dados apresentados sobre o Toyota Corolla Cross híbrido.

Como seria possível um carro ser mais econômico na cidade que na estrada? A reportagem teria invertido a ordem, como questionaram diversos leitores? A verdade é que, sim, o novo SUV da Toyota gasta menos no ambiente urbano. E não é o único.

Na cidade, o Corolla Cross faz 11,8 km/l (etanol) e 17 km/l (gasolina) contra 9,6 km/l (etanol) e 13,9 km/l (gasolina) na estrada, segundo dados de etiquetagem veicular, o Conpet do Inmetro.

A lógica se aplica também ao Corolla sedã híbrido e outros modelos com a mesma tecnologia, como o Honda Accord Hybrid, toda a atual linha da Volvo oferecida aqui e as versões E-Hybrid de carros da Porsche, por exemplo.

Mas por que o Toyota Corolla Cross e todos outros híbridos têm melhores consumos na cidade do que na estrada?

A resposta passa pelo conceito do sistema híbrido, seja o plug-in (que permite recarga das baterias na tomada) ou o convencional - que só usa o motor a combustão e a frenagem para recarregar o pacote de baterias.

rav4 hybrid - Divulgação - Divulgação
Fluxograma de setas mostra a energia indo para as rodas, baterias e motores elétricos e a combustão
Imagem: Divulgação

Os trens de força destes carros funcionam em modo elétrico ou híbrido. Isso significa que os veículos podem usar só o motor elétrico para serem movidos - ou a combinação de ambos.

A premissa do sistema híbrido é usar a física para melhorar a autonomia e o consumo do carro. Em velocidades mais baixas, o motor elétrico e a bateria tem capacidade o suficiente para mover os veículos.

Em carros híbridos, parte da energia usada vem das frenagens, que regeneram a energia térmica que seria perdida no atrito das pastilhas com os discos de freio, transformando-a em energia elétrica para a bateria.

Portanto, o carro consegue no anda e para, especialmente nos grandes centros, regenerar mais energia para as baterias. A partir disso, os híbridos se mantêm por mais tempo movendo o carro apenas com a energia elétrica, sem exigir do motor a combustão como gerador.

A partir de velocidades mais altas ele exige do motor a combustão, que entra em funcionamento tanto como gerador, alimentando a bateria, quanto ajudando o elétrico a tracionar o carro.

Se necessário, no ciclo urbano, o motor a combustão entra em funcionamento unicamente como gerador, o que o faz girar em baixas rotações, com consumo mínimo.

Por tudo isso, o carro híbrido é mais eficiente na cidade, onde funciona na maior parte do tempo com motor elétrico, consegue regenerar mais energia nas frenagens e as velocidades são mais baixas, tudo que o ciclo rodoviário geralmente não permite.

Golf GTE - Divulgação - Divulgação
Em azul é a energia da bateria e a amarela do motor a combustão
Imagem: Divulgação

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