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Sem nova geração, Ford vai retocar Fiesta brasileiro no final do ano

Lançada no Brasil em 2011 na configuração hatch, atual geração do Fiesta terá vida útil esticada com retoques - Murilo Góes/UOL
Lançada no Brasil em 2011 na configuração hatch, atual geração do Fiesta terá vida útil esticada com retoques Imagem: Murilo Góes/UOL

Leonardo Felix

Do UOL, em São Paulo (SP)

17/03/2017 08h00

Apesar da regra "One Ford", modelo europeu fica caro para o Brasil...

Quem não tem cão caça com gato, já dizia o adágio popular. Traduzindo para o setor automotivo: quem não pode ter plataforma nova se vira nos 30 para esticar a vida da base que está por aqui.

Com a desculpa da crise, a nova geração do Fiesta já está descartada para o Brasil, conforme UOL Carros antecipou em janeiro, e o jeito será renovar o modelo atual, fabricado em São Bernardo do Campo (SP). A Citroën foi a primeira a adotar a tática no atual cenário: o C3 nacional se afastou oficialmente do C3 francês no final do último ano. 

Nem sempre é uma tática de sucesso: no passado recente, a Peugeot fez isso com o 207 brasileiro, que era um 206 refeito, e se deu mal em vendas, participação geral e conceito popular. A General Motors travestiu o velho Corsa 1 de Agile, desistindo de trazer o Corsa 4 europeu, e seu carro feito na Argentina não durou uma geração completa, morrendo logo após o primeiro facelift para dar lugar ao Onix.

Como fica

UOL Carros apurou que um facelift está sendo preparado para ser lançado no último trimestre do ano, mais provavelmente em outubro. O segredeiro Marlos Ney Vidal, do site Autos Segredos, já flagrou uma unidade em testes com camuflagem intermediária.

Previsto para ser lançado como ano-modelo 2018, o Fiesta retocado deve ganhar visual levemente inspirado na nova geração europeia e americana, a fim de parecer mais robustecido e, assim, se descolar do Ka. Equipamentos devem ser incrementados com luz diurna de LED e central multimídia Sync 3, que também estará no novo EcoSport e projeta celulares via Apple CarPlay e Android Auto.

Já o trem-de-força ficará igual: motor 1.6 Sigma 4-cilindros flex (125/128 cv com gasolina/etanol), acoplado a transmissão manual de cinco marchas ou automatizada de dupla embreagem e seis velocidades, além do 1.0 EcoBoost, 3-cilindros turbo só a gasolina (125 cv), gerenciado sempre por câmbio de dupla embreagem.

Lembrando que no Programa de Etiquetagem Veicular do Inmetro o Fiesta EcoBoost já aparece homologado em três versões, SE, SEL e Titanium, embora só a última seja de fato comercializada por enquanto. Ainda não há confirmação, mas nossa reportagem aposta em mais versões usando turbo.

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