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Jorge Moraes

REPORTAGEM

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De Silverado a nova Blazer: como será a ofensiva da Chevrolet no Brasil

Nova Chevrolet Blazer está programada para vir ao Brasil - Flavia Galvão
Nova Chevrolet Blazer está programada para vir ao Brasil Imagem: Flavia Galvão
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Jorge Moraes

Jornalista, Jorge Moraes trabalha com o segmento automotivo desde 1994. Presente nos principais salões internacionais, é editor do caderno de Carros no Diário de Pernambuco, diretor e apresentador do programa Auto Motor na Band, e âncora do programa CBN Motor na rádio CBN Recife.

Do UOL, em São Paulo

29/04/2022 04h00

A Chevrolet inicia já no próximo mês uma sequência de lançamentos que promete movimentar o mercado brasileiro até 2024. São produtos novos, volta de modelos bem conhecidos e, claro, uma virada de chave para os elétricos.

A largada será dada agora em maio com a chegada da Equinox 2023, que foi levemente repaginada e chega nas versões Premier e RS, sempre com motor 1.5 turboflex de 172 cv de potência e preços entre R$ 200 e R$ 230 mil.

Em julho, o primeiro elétrico, Bolt, chega com pegada esportiva com seus 203 cv de potência e 36,7 kgfm de torque instantâneo, que fazem o compacto acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 7,6 segundos. A autonomia da bateria de 66 Kwh é de 416 km no ciclo EPA.

A linha 2023 do Camaro desembarca em setembro para disputar mercado com o Ford Mustang e Porsche 911, que são os esportivos mais vendidos do país. O futuro do modelo ainda é incerto no mundo, mas muita gente aposta na aposentadoria do ícone em 2024, o que a Chevrolet nega.

O ano de 2023 será bem movimentado para a marca da gravata dourada no Brasil. Já em janeiro começa a divulgar as primeiras imagens da sua principal aposta no ano: a nova Montana. Apesar de manter o nome bem conhecido em nosso mercado, a picape será completamente nova.

A Montana 2023 deve ser lançada no final do primeiro trimestre com porte de Toro, de quem quer tirar muitos clientes. Para isso contará com visual esportivo - assim como a rival - e motorização turboflex em todas as versões. No primeiro momento apenas o 1.2 turbo de 133 cv é cotado, mas não se descarta uma versão futura da grife RS ou Z71 com o motor 1.5 turbo de 172 cv da Equinox.

A volta da Silverado

Chevrolet Silverado - Flavia Galvão - Flavia Galvão
Imagem: Flavia Galvão

Outra picape que volta ao nosso mercado será a Silverado, também em 2023, provavelmente no segundo semestre. A gigante terá três opções de motorização para disputar mercado com a linha RAM e a Ford F-150. As versões a combustão chegam antes com opção V8 a gasolina com 420 cv de potência e 63,6 kgfm de torque e a 3.0 turbodiesel de seis cilindros de 277 cv e também 63 kgfm de torque. A transmissão será sempre automática de 10 velocidades e a tração 4x4.

Já a Silverado elétrica (EV) ficará para 2024 com 670 cv de potência e mais de 100 kgfm de torque, números que permitem a versão mais potente acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 4,5 segundos. Um fenômeno vista de perto - o que fizemos há duas semanas no Salão de Nova York.

Ainda em 2023 chegará outra novidade por aqui. Trata-se do Bolt EUV, um SUV 100% elétrico que mantém os números de desempenho e força do Bolt EV, mas tem carroceria SUV.

A nova Blazer

Chevrolet Blazer - Flavia Galvão - Flavia Galvão
Imagem: Flavia Galvão

Em 2024 chegará a nova Blazer. O SUV tem visual esportivo que ganhou o mundo e deverá dar muito trabalho aos rivais no segmento dos grandes. Um dos carros mais comentados no segmento dos utilitários de luxo também foi destaque do Salão de Nova York.

Por falar em SUVs, a completamente nova Equinox, que será somente elétrica, chegará por aqui em 2024 ou começo de 2025 com a nova Plataforma Ultium, que é a base da estratégia da nova geração de veículos elétricos da GM e o impulsionador da visão da empresa para um futuro com zero emissão. Trata-se do mesmo sistema da Silverado EV.

Com essa tecnologia, a Chevrolet consegue ampliar em pelo menos 60% a capacidade de carga das baterias com 25% menos peso. Estamos falando de modelos que passarão os 700 km de autonomia com apenas uma carga. Diante desses números dá até para entender porque a montadora não entrou na onda dos híbridos e preferiu saltar logo para os carros que andam apenas com energia elétrica.