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Jorge Moraes

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Mudanças do Kwid serão suficientes para desbancar Mobi e Gol?

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Jorge Moraes

Jornalista, Jorge Moraes trabalha com o segmento automotivo desde 1994. Presente nos principais salões internacionais, é editor do caderno de Carros no Diário de Pernambuco, diretor e apresentador do programa Auto Motor na Band, e âncora do programa CBN Motor na rádio CBN Recife.

Colunista do UOL

20/01/2022 17h15

A Renault atualizou seu carro mais vendido no Brasil visando a liderança do segmento de entrada no país. O "novo" Kwid passou por uma renovação no visual, ganhou mais equipamentos e ainda se manteve como o mais barato na versão Zen, por R$ 59.890.

A estratégia é bem clara: fazer do Kwid 1.0 de 71 cv o modelo de entrada mais vendido. Para isso, terá que desbancar o Fiat Mobi, rival direto e de propulsão semelhante (R$ 60.990), e o Volkswagen Gol, que lidera o segmento, mas é bem mais caro que concorrentes, partindo de R$ 69.790.

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As mudanças no visual, principalmente na frente, deram um novo fôlego ao design, que já tem perto de cinco anos de mercado. O novo "carão" do Kwid com o conjunto óptico dividido em dois andares deu maior volume ao compacto, que parece até que cresceu, mesmo que nenhuma medida tenha sido alterada.

Considerado o Mobi como o principal rival, o novo Kwid leva vantagem por ter alguns itens de série em todas as versões e que o Fiat não oferece, como os quatro airbags, controle de eletrônico de estabilidade, assistente de partida em rampa e aviso de cintos de segurança não afivelados para todos os ocupantes do banco traseiro.

Na parte mecânica, outra vantagem do Kwid é a direção elétrica, bem melhor que a hidráulica do rival, e o recém-incluído sistema Start/Stop que desliga o motor quando carro para nos semáforos e engarrafamentos, poupando ainda mais combustível.

Uma vantagem importante do Mobi é a conectividade da central multimídia que, apesar de ser menor (7 polegadas contra 8'' do Kwid), faz o espelhamento wireless via Android Auto e Apple Carplay. No Renault ainda é necessário o cabo.

Nesse duelo de compactos de entrada quem mais ganha é o consumidor. A concorrência sadia entre Renault e Fiat nesse importante e volumoso segmento trará novos equipamentos de série, tirando de cena aquelas versões "peladas".

Em 2021, o Mobi vendeu 65.847 unidades, contra 52.916 emplacamentos do Kwid. Esse jogo deve virar em 2022 com a renovação do Renault. O Fiat só é oferecido em duas versões e precisa de algumas renovações mecânicas, como trocar a direção hidráulica pela elétrica, e pensar na segurança com mais airbags e controle eletrônico de estabilidade.

E a Renault ainda tem uma carta na manga quer será usada no segundo semestre deste ano, que é a chegada da versão 100% elétrica do (e-Tech) Kwid. Claro que não será um carro de volume, mas agregará valor ao modelo.

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