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Jorge Moraes

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Bronco Sport x Compass diesel: veja item por item qual leva a melhor

Jorge Moraes

Jornalista, Jorge Moraes trabalha com o segmento automotivo desde 1994. Presente nos principais salões internacionais, é editor do caderno de Carros no Diário de Pernambuco, diretor e apresentador do programa Auto Motor na Band, e âncora do programa CBN Motor na rádio CBN Recife.

Colunista do UOL

21/05/2021 18h50

Primeiro você precisa fazer um filtro e nivelar o Compass mais caro, a diesel, de R$ 236 mil, contra os R$ 257 mil do Bronco Sport. Por aproximação, o Ford é mais carro. Mas, se desejar, dispare a pergunta: Jorge, é diesel contra gasolina, não seria desvantagem comparar a mecânica? Calma aí! A propulsão sim, mas os carros não. A receita Jeep, nesse ponto, é irretocável. E vou, de leve, abordar.

O que pode pesar contra o novato Bronco no jogo? A retomada da confiança na marca que precisa ser trabalhada e depressa. Multiplicada na inovação, nos novos produtos e nas tecnologias que virão pela frente. Já conheci parte deles. Lembro que a mais recente memória Ford no país está ligada ao episódio do encerramento da produção de Ka e EcoSport.

De volta ao tema, vamos avaliar o bem-estar, o SUV de 4.386 mm que topa no 1/4 de milhão e o desejo do consumidor de viver o lifestyle. Até porque lembro que o modelo made in Pernambuco (tamanho do Compass é de 4.416 mm), de novo, compartilha o painel, a central, uma leve reestilização do lado de fora, e, nas versões flex, o motor 1.3 de 185 cv. Nesse ponto, o utilitário está em outra faixa de preço.

O Bronco remete ao jeito Ford de dirigir. Desde o Ka, passando pelo Focus e terminando na turma de cima. É Confortável, esporte, criativo e charmoso. O som não desaponta, B&O. Curioso é escutar a reprodução da grife Beats no Compass bem diferente do T-Cross , por exemplo, ou melhor, do Taos, que já conheci. Mas o som é o mínimo? Tenho meu ouvido apurado demais.

O modo de condução, escolha e divirta-se com a inteligência da tração, com o equilíbrio da suspensão. Comece a achar bacana, por dentro, pelo display atrás do volante funcional e com as borboletas para inspirar a troca das oito marchas para fazer o 2.0 berrar com os 240 cv e os 38 quilos de torque.

Aí você poderá dizer mas uma vez: Jorge, já tem o consumo, tô avaliando isso, mas imagino que, pagando quase R$ 260 mil no produto, esse "olho no preço do litro" é uma
história à parte porque considero o tanque de 64 litros de capacidade bem generoso em termos de litragem. O porta-malas disponibiliza 580l contra os 410 do Jeep.

Na cabine, a central multimídia é a Sync3 com tela de oito polegadas e comandos de voz para telefone, áudio, navegação, Apple CarPlay e Android Auto. O sistema de som, vou escrever de novo, é B&O com mil watts, dez alto-falantes e um subwoofer. Perto do perfeito. O teto solar não tem a amplitude do concorrente mas serve bem. Nesse ponto aqui, em conectividade o Compass evoluiu mas prefiro o que me entrega o Sync3.

O Fordpass Connect trava e destrava remotamente o veículo, partida à distância com climatização, alerta de acionamento do alarme, sinais de funcionamento, status do carro (autonomia e odômetro), sistema de localização, partida remota agendada, status da pressão dos pneus e proteção de dados. O Fordpass pode ser acessado pelo smartphone. Isso é muito legal. Tecnologia que respeito. Assim como oferta conectividade semelhante a marca das sete fendas.

A tecnologia também está disponível no enfrentamento de todo tipo de terreno com o piloto automático off-road (trail control) que remove o estresse do acelerador, maximiza a tração em subidas, aumenta a tração nas descidas e facilita a dirigibilidade em terrenos off-road. A tração 4WD é inteligente sim e veja isso no gráfico do painel. Sei que na assinatura Trailhawk o Jeep manda bem. Não posso ser injusto.

O utilitário conta ainda com câmera frontal de 180°, capacidade de imersão de 600 mm com proteção de sistemas e componentes internos e externos, ganchos frontais, gerenciamento de terreno e seis modos de condução: Eco, Esportivo, Escorregadio, Areia, Rocha e Lama/Terra. Divertido trocar o estilo de direção na chave seletora do painel. O display com animação é um case à parte.

O Bronco vem em nove cores: Vermelho Zadar, Marrom Dubai, Laranja Delhi, Branco Ártico, Prata Orvalho, Cinza Torres, Azul Malacara, Azul Lyse e Preto Astúrias. Entre as demais facilidades estão a abertura independente do vidro do porta-malas e pontos de energia. Aquela janela lá trás é bacana.

O SUV te guia. No quesito segurança, o Bronco conta com alerta de colisão e de ponto cego, sistema de alerta e centralização em faixa, câmera traseira com visão 180°, piloto automático adaptativo com stop & go, assistente autônomo de frenagem, sistema de reconhecimento de placas, assistente de manobras evasivas, nove airbags e farol alto automático.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL