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Pesquisa: apenas 6% nunca fizeram nem pretendem fazer exame de toque retal

Korrawin/iStock
Imagem: Korrawin/iStock

Bruna Alves

Do VivaBem, em São Paulo

09/11/2021 17h55

Uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, em parceria com o Datafolha e a Omens (plataforma dedicada à saúde sexual dos homens), mostrou que, dos 999 entrevistados, apenas 6% nunca fizeram nem pretendem fazer exame de toque retal, principal responsável por diagnosticar, entre outras doenças, o câncer de próstata.

O levantamento, realizado entre os dias 5 e 7 de outubro desse ano, contou com a participação de pessoas de ambos os gêneros, entre 18 a 70 anos, de todas as regiões do país, sendo a maioria da região sudeste (44%). Entre os participantes, 76% possuem ensino médio ou superior. As respostas foram obtidas por meio de um questionário online, com margem de erro de 3 pontos percentuais.

Quais foram os principais resultados?

  • Entre os participantes, 95% reconhecem a importância do exame de toque retal para diagnóstico precoce do câncer de próstata. Já entre os que têm 50 anos ou mais, o índice é de 99%;
  • O resultado mostrou que entre os que têm 50 anos ou mais, 56% já fizeram o exame de toque. Mas quando consideramos todas as idades, 72% nunca fizeram, mas estariam dispostos a fazê-lo, caso fosse necessário. Do total, apenas 6% dos entrevistados nunca fizeram e nem pretendem fazer, ante 5% entre os que têm 50 anos ou mais;
  • Além disso, oito em cada 10, ou 78%, acreditam que o câncer de próstata tem cura. Desses, 51% concordam totalmente com a afirmação, e 27%, em parte. Uma parcela de 6% não concorda nem discorda; 5% discordam; 11% não opinaram;
  • Menos da metade disse que a disfunção erétil e incontinência urinária são consequências de tipos de câncer (de próstata, pênis ou testículo). Por outro lado, 24% concordam que todo paciente que faz cirurgia na próstata apresenta esses problemas.

Por que essa pesquisa é importante?

De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Em valores absolutos e considerando ambos os sexos, é o segundo tipo mais comum.

A detecção precoce da doença possibilita uma maior chance de tratamento bem-sucedido e cura. Lembrando que esse tipo de câncer é mais comum na terceira idade, isto é, a partir dos 65 anos, quando os cuidados devem ser intensificados.

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