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Cinquentou? O que fazer para continuar com vida sexual saudável e prazerosa

Não tem idade avançada demais para ter uma vida sexual saudável e prazerosa! - Dainis Graveris/Unsplash
Não tem idade avançada demais para ter uma vida sexual saudável e prazerosa! Imagem: Dainis Graveris/Unsplash

Bruna Alves

Do VivaBem, em São Paulo

19/03/2021 04h00

Se você já passou dos 50 e notou diferença na vida sexual, fique tranquilo. É normal que o corpo e as reações se modifiquem com o passar dos anos, e no caso das mulheres, ainda mais. Mas o que fazer para manter a atividade sexual de maneira prazerosa e segura após essa idade?

VivaBem ouviu especialistas e separou 14 dicas para te ajudar a usar o tempo a seu favor:

1. Mantenha a saúde física e mental: o corpo e a energia mudam, o que não precisa mudar é o desejo sexual. Nesse sentido, o exercício físico é de extrema importância, pois contribui para manter a forma e melhorar a elasticidade do corpo. Além disso, promove um bem-estar porque aumenta a liberação do neurotransmissor chamado serotonina, que é antidepressivo.

2. Invista no sexo preliminar: sim, as preliminares são ainda mais importantes nesse momento da vida. Todo o corpo é sensível e pode ser estimulado ao toque, especialmente seios e genitália. O clitóris é o órgão responsável pelo prazer sexual maior e pelo orgasmo. Cerca de 80-85% das mulheres só atingem o clímax com o estímulo do clitóris. Portanto, as preliminares são essenciais para acender a chama. Use a criatividade.

3. Tente algo diferente: após anos de relacionamento é comum que muitos casais acabem caindo na rotina e, consequentemente, o desejo sexual diminua. E a medida que o tempo passa, eles deixam de investir nos jogos de sedução, e o sexo vai ficando para trás. Por isso vale tentar um estimulante diferente.

Experimente! - Getty Images - Getty Images
Experimente!
Imagem: Getty Images

Os vibradores e brinquedos eróticos são ótimas opções. Eles estão na "moda" e podem ser usados individualmente ou com parceiros —não tem idade para usar e você pode se surpreender. Mas fique atento: comprar muitos objetos de uma única vez pode gerar ansiedade e receio. A dica é começar aos poucos.

Fale tudo - Getty Images - Getty Images
Fale tudo
Imagem: Getty Images

4. Diálogo: essa é a chave para qualquer relacionamento duradouro. Além disso, nessa idade, o casal já adquiriu maturidade suficiente para vencer os tabus e limitações. Por isso fale abertamente sobre tudo: o que gosta, os desejos, o que não gosta. E lembre-se: ninguém precisa apenas agradar o parceiro, sexo tem que ser bom para os dois.

Saia da rotina - Getty Images - Getty Images
Saia da rotina
Imagem: Getty Images

5. Melhore seu repertório sexual: para vencer a rotina é preciso aprender as várias maneiras de sentir prazer. Invista numa leitura, filmes, faça uma visita ao sex shop. Essas podem parecer dicas simples, mas nem todos fazem. Estimular uma fantasia é importante para ter mais desejo espontaneamente e corresponder ao desejo do parceiro/a.

Para os tímidos de plantão - Getty Images - Getty Images
Para os tímidos de plantão
Imagem: Getty Images

6. Use tecnologia: se você é tímido e não se sente confortável em falar, use a tecnologia a seu favor. Escreva para o parceiro e combinem conversas picantes pelos aplicativos.

7. Toque: se permita tocar o outro, não apenas quando estiverem num encontro sexual, mas sempre. Pequenos gestos e contatos físicos, além de expressar afeto/carinho, podem também despertar o desejo.

8. Invista individualmente no erotismo: pense em sexo. Afinal, pensamos em diversas responsabilidades da vida como trabalho doméstico, vida profissional, finanças e filhos diariamente. Então por que não pensar em sexo e erotizar a mente? Ninguém vê e nem percebe. Só você usufrui dos pensamentos, que podem resultar em desejo.

Saia da mesmice - Getty Images - Getty Images
Saia da mesmice
Imagem: Getty Images

9. Inove em ambientes: saia da mesmice e invista em saídas para um motel, praias desertas ou um hotel fazenda. Essa é uma boa dica para quebrar a rotina e dar aquela levantada na relação.

10. Fique sempre confortável: identifique quais as melhores posições para você e vá em frente!

11. Paciência: seja paciente consigo mesmo. Se você fez tudo que estava ao seu alcance, mas não rolou, não precisa se culpar ou achar que é o fim da relação sexual. Isso pode acontecer com qualquer casal, independente da idade.

12. Procure manter a forma: a menopausa produz uma redução drástica do estrogênio, aumentando a gordura abdominal. Isso pode refletir na autoestima da mulher e comprometer o desejo sexual. Mas vale lembrar que quando realmente há química, a "gordurinha localizada" não vai atrapalhar.

13. Cuidado com medicamentos: vale ficar de olho se algum medicamento está dificultando a relação sexual. Os inibidores seletivos da receptação da serotonina (fluoxetina, paroxetina, sertralina, etc), os benzodiazepínicos, bem como determinados antidepressivos podem afetar negativamente a função sexual da mulher. Na dúvida, consulte o médico.

14. Cuide da genitália: na transição da menopausa e após esse período é frequente o ressecamento vaginal e a redução da lubrificação durante a relação sexual, que podem levar à dor conhecida como dispareunia. Ou seja, mesmo que a excitação esteja lá em cima, a lubrificação não acompanha. Nesses casos, procure um ginecologista para solicitar um medicamento, hidratante vaginal ou até mesmo uma fisioterapeuta pélvica. Mas até resolver o problema, uma opção é usar lubrificantes.

Por fim, os especialistas avaliam que todos os momentos, até chegar na hora H, devem ser confortáveis. E vale ressaltar que o melhor sexo não tem a ver, necessariamente, com frequência, mas, sim, com qualidade. Uma relação de anos, por exemplo, tende a ser cada vez mais confortável e íntima.

Fontes: Lúcia Alves da Silva Lara, professora do programa de pós-graduação em ginecologia e obstetrícia da FMRP-USP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo); Adriane Branco, psicóloga especialista em sexualidade humana pela USP e em medicina comportamental pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); Débora Pádua, sexóloga e fisioterapeuta pélvica; e Lilian Fiorelli, ginecologista especialista em sexualidade feminina e uroginecologia pela USP.

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