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Medicamento para gripe se mostrou promissor contra covid-19 em hamsters

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Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

14/10/2020 19h49

Uma pesquisa realizada em hamsters mostrou que altas doses de favipiravir, medicamento indicado para gripe, reduziu significativamente as concentrações do Sars-CoV-2, vírus que causa a covid-19, nos pulmões dos animais.

Além disso, o estudo, publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences no dia 9 de outubro, revelou que a alta dose do medicamento diminuiu a transmissão do vírus por contato direto, enquanto a hidroxicloroquina falhou como profilaxia.

São necessários estudos clínicos para avaliar se um efeito antiviral semelhante é possível em humanos sem efeitos tóxicos.

Como o estudo foi feito

  • Os cientistas escolheram uma espécie de hamster que se infecta rapidamente e desenvolve uma doença pulmonar leve, semelhante aos estágios iniciais da covid-19 em humanos.
  • Em seguida, eles trataram por quatro dias os animais doentes com favipiravir ou hidroxicloroquina, e também testaram por cinco dias as medicações em animais saudáveis. A ideia era checar se alguma delas poderia prevenir a contaminação antes de os bichos entrarem em uma gaiola com um hamster infectado.
  • Antes do contato, os pesquisadores realizaram uma imagem dos pulmões dos animais e mediram a quantidade de vírus nos pulmões.
  • A hidroxicloroquina se mostrou ineficaz na redução dos níveis do vírus ou na prevenção da transmissão. Já o favipiravir, em quantidades elevadas, reduziu o número de partículas virais presentes nos pulmões dos animais.
  • Dos oito animais que receberam doses mais altas do remédio para gripe, seis não tiveram o vírus em seus pulmões após o tratamento. Os danos também foram menores em relação aos animais que não usaram os medicamentos. Os bichos tratados também não apresentarem efeitos colaterais.

Índia já está usando

Na Índia, fabricantes de medicamentos já receberam autorização das autoridades de saúde para a produção do Favipiravir. A Glenmark Pharmaceuticals Ltd, por exemplo, disse que a droga se mostrou promissora em um teste de estágio avançado com 150 pacientes com infecções por coronavírus entre leves e moderadas.

Dados mostraram que os pacientes que receberam FabiFlu, como é chamado o remédio lá, livraram-se do vírus aproximadamente 29% mais rápido do que aqueles que receberam cuidados padrões.

Entretanto, as pesquisas continuam em andamento. E ainda são necessários mais estudos para comprovar a eficácia desse medicamento.

Para Suzanne Kaptein, líder do experimento feito com os hamsters, se outras pesquisas mostrarem que os resultados são os mesmos em humanos, a droga pode ser usada logo após alguém de um grupo de alto risco entrar em contato com uma pessoa infectada.

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