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Vacina: Unifesp prevê bons resultados no início de 2021 e registro em junho

Soraya Smaili, reitora da Unifesp - Amanda Perobelli/Reuters
Soraya Smaili, reitora da Unifesp Imagem: Amanda Perobelli/Reuters

De VivaBem, em São Paulo

15/07/2020 08h40Atualizada em 15/07/2020 11h26

Soraya Smaili, reitora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), disse hoje, em entrevista à emissora Globonews, que é possível que haja resultados promissores da vacina contra a covid-19 desenvolvida na Universidade de Oxford no início do ano que vem e seu registro em junho.

"Pelo esforço que está sendo feito, a quantidade de pessoas que estão recebendo a vacina no mundo, é possível que tenhamos resultados promissores no início do ano que vem, e o registro em junho, provavelmente", afirmou.

A instituição participa da terceira fase de pesquisas da vacina inglesa e imunizou 2 mil voluntários no mês passado — metade recebeu a vacina e a outra metade placebo, ou seja, sem efetividade contra o novo coronavírus. O estudo é chamado de duplo-cego, porque ninguém tem a informação sobre o que recebeu.

"Eles foram imunizados, acompanhados nas primeiras 48 horas, ninguém apresentou efeitos colaterais, ou efeitos severos, não houve nenhuma intercorrência. Todos eles são sendo acompanhados pela equipe da Unifesp", afirmou.

Soraya explicou ainda que os voluntários têm que comparecer em algumas datas específicas (30, 90, 180 e 360 dias após o recebimento da vacina) para realizar exames. "E se por acaso apresentarem qualquer sintoma ou diferença ao longo destes meses, também tem que reportar", alertou.

A reitora disse que a vacina de Oxford "está bem avançada", mas que é preciso "respeitar o tempo do estudo".

"É preciso termos os resultados pelo menos dos seis primeiros meses para sabermos qual é o conjunto dos resultados. Serão mais de 50 mil voluntários no mundo, 5 mil no Brasil - dois mil na cidade de São Paulo - e, juntando todos estes resultados, nós poderemos ter o registro em 12 meses, isso significa junho do ano que vem", disse.

Segundo ela, o período de 12 meses é o estabelecido pelos organismos internacionais para o registro da vacina. "Ela pode receber um registro emergencial, que é com 12 meses, quando, na verdade, um estudo normalmente conduzido levaria 18 meses", explicou.

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