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Consumir azeite todos os dias reduz 15% do risco de doenças do coração

Cada vez mais estudos comprovam os benefícios dessa gordura - iStock
Cada vez mais estudos comprovam os benefícios dessa gordura Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

06/03/2020 15h25

Um estudo revelou que consumir meia colher de sopa ou mais de azeite diminui 15% o risco de ter alguma doença cardiovascular. A pesquisa, publicada no periódico Circulation na segunda-feira (2), ainda mostrou que essa quantidade do óleo também reduz especificamente 21% do risco de doença arterial coronariana, conhecida como aterosclerose coronariana.

Para a análise, foram utilizados dados de mais de 99 mil pessoas, que foram acompanhadas por 24 anos.

Segundo os pesquisadores, os resultados apontam que a substituição de margarina, manteiga, maionese e gordura de laticínios por azeite pode levar a um risco menor dessas doenças cardiovasculares. Entretanto, nenhuma associação significativa foi observada quando o azeite foi comparado com outros óleos vegetais, como milho, cártamo, soja e canola.

A maior ingestão de azeite foi associada a um menor risco de doença coronariana - iStock/VivaBem
A maior ingestão de azeite foi associada a um menor risco de doença coronariana
Imagem: iStock/VivaBem

Como o estudo foi feito

  • Foram analisadas 63.867 mulheres e 35.512 homens que estavam livres de câncer, doenças cardíacas e derrames.
  • A dieta dos participantes foi avaliada usando questionários de frequência alimentar no início e depois a cada 4 anos.
  • Durante os 24 anos de acompanhamento, foram documentados 10.240 casos incidentes de doenças cardiovasculares, incluindo 6.270 casos de doença coronariana e 3.970 casos de AVC.
  • Após o ajuste para os principais fatores de dieta e estilo de vida, em comparação com os não consumidores, aqueles com maior ingestão de azeite (meia colher de sopa, ou 7 gramas, por dia ou mais) apresentaram 15% menos risco de doenças cardiovasculares e um risco 21% menor de doença coronariana.
  • Não foram observadas associações significativas para AVC total ou isquêmico.
  • Além disso, estimou-se que a substituição de 5g de margarina, manteiga, maionese ou gordura láctea pela quantidade equivalente de azeite de oliva esteja associada a um risco 5 a 7% menor de doenças cardiovasculares ou coronariana.

Veja mais 8 benefícios dessa gordura boa

1. Possui propriedades anti-inflamatórias

Uma pesquisa publicada na revista científica Nature mostrou que o azeite extravirgem possui um composto anti-inflamatório natural que inibe a atividade de enzimas envolvidas na inflamação e na dor do mesmo modo que o ibuprofeno, medicamento anti-inflamatório frequentemente usado para aliviar dores de cabeça, garganta e musculares. O consumo regular do ingrediente ofereceria conforto para quem sofre dessas e outras dores crônicas, como nas articulações e nas costas.

2. Reduz o risco de diabetes

Um estudo publicado na revista científica Diabetes Care concluiu, após quatro anos de acompanhamento, que uma dieta suplementada com azeite de oliva diminuiu a incidência de diabetes tipo 2 em pessoas com alto risco de problemas cardiovasculares. A incidência de diabetes foi reduzida em 51% naquelas pessoas que consumiram o azeite em comparação com quem teve uma dieta com baixa ingestão desse tipo de óleo. Sabe-se que o azeite proporciona efeitos benéficos no açúcar no sangue e na sensibilidade à insulina.

A substituição de margarina, manteiga, maionese e gordura láctea por azeite pode levar a um risco menor de doenças no coração - iStock
A substituição de margarina, manteiga, maionese e gordura láctea por azeite pode levar a um risco menor de doenças no coração
Imagem: iStock

3. Protege o cérebro

O azeite contém antioxidantes que estão relacionados ao bom funcionamento e preservação do cérebro. Essas substâncias são eficazes na prevenção de danos causados pela oclusão de artérias cerebrais, como AVCs. Ainda estão sendo realizadas pesquisas que investigam a possibilidade de o azeite contribuir na melhora de funções cognitivas. A explicação para esse benefício seria um composto presente no óleo, o hidroxitirosol, capaz de impedir a degeneração dos neurônios e, com isso, retardar o processo de envelhecimento cerebral.

4. Melhora os sintomas de artrite reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica, autoimune, que afeta as articulações. O consumo de alimentos como frutas e cereais integrais e gorduras benéficas, como o azeite, pode minimizar os sintomas da inflamação. O azeite de oliva extravirgem está relacionado à redução de dor crônica. Um trabalho da Universidade Estadual de Londrina mostrou que o azeite e o óleo de peixe melhoraram a dor e a rigidez nas articulações em pessoas com artrite reumatoide.

5. Faz bem para os ossos

O consumo regular de azeite também favorece a saúde dos ossos. A presença da oleuropeína colabora para aumentar a quantidade de osteoblastos, as células que formam o tecido ósseo. Além disso, a presença da vitamina K ajuda a manter os ossos resistentes a fraturas.

6. Pode diminuir o risco de depressão

As pessoas que consomem mais gorduras mono e poli-insaturadas, como as presentes no azeite, têm risco menor de depressão, de acordo com uma pesquisa publicada no PLoS ONE. Foram avaliados 12 mil voluntários durante seis anos. Os pesquisadores mostraram que quem comeu mais gorduras trans, em vez de uma dieta com uso de azeite, teve risco 48% maior de desenvolver depressão.

7. Previne a colite ulcerativa

A colite ulcerativa é uma doença inflamatória intestinal (DII) que afeta o intestino grosso. De acordo com uma pesquisa realizada no Reino Unido com 25 mil pessoas com idades entre 40 e 65 anos, o consumo de azeite pode ajudar a diminuir o risco da doença. Isso ocorre devido ao ácido oleico, um componente do azeite. Os voluntários tiveram um risco 90% menor de desenvolver colite.

8. Retarda o envelhecimento

O azeite de oliva possui uma série de compostos antioxidantes que reduzem a formação de radicais livres. O consumo regular previne o estresse oxidativo, que é responsável pelo envelhecimento precoce das células de todas as partes do corpo.

*Com informações de matéria publicada no dia 25/10/19

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