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Pesquisadores criam sistema para melhorar tratamento de tuberculose

Chinnapong/iStock
Imagem: Chinnapong/iStock

Do VivaBem, em São Paulo

24/02/2020 14h10

Cerca de 70 mil novos casos de tuberculose ocorrem no Brasil por ano, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Nos últimos 50 anos, o tratamento pouco mudou - ainda é medicamentoso e há pacientes que tomem vários remédios diariamente por pelo menos seis meses.

Agora, pesquisadores da Johns Hopkins Medicine e quatro instituições médicas colaboradoras desenvolveram o que acreditam ser um meio de melhorar o tratamento da tuberculose.
O sistema criado pelos cientistas adapta duas tecnologias de imagem amplamente usadas para rastrear se um medicamento contra a doença está atingindo a área infectada realmente atinge as áreas onde as bactérias estão aninhadas.

De acordo com o estudo publicado no periódico científico Nature Medicine, a técnica incorpora a PET (tomografia por emissão de pósitrons) e TC (tomografia computadorizada) para medir de forma não invasiva a eficácia da rifampicina, um medicamento importante no combate à doença.

Testes em humanos

Na nova pesquisa, os cientistas analisaram pela primeira vez como a ferramenta dinâmica de tomografias funcionava em humanos.

  • A técnica monitorou os níveis de rifampicina administrados a 12 pacientes com tuberculose.
  • Os participantes receberam uma microdose injetada de 11C-rifampicina, que foi rastreada pelo PET para determinar a concentração do medicamento ao longo do tempo em lesões causadas pela doença nos pulmões e em outras áreas, como cérebro e fígado.
  • Após o primeiro medicamento, os pacientes receberam, por via intravenosa, o nível de dosagem recomendado para o tratamento. O sangue deles foi coletado em vários momentos e os níveis de rifampicina foram medidos para apontar com precisão o comportamento da dosagem clínica tradicional.
  • Os dados revelaram que a quantidade de captação do remédio era menor nas paredes das lesões e cavidades pulmonares causadas pela tuberculose, menos da metade do que foi observado nos tecidos pulmonares não infectados.

Segundo o time de pesquisadores, a informação é reveladora, já que as lesões e as cáries são os locais conhecidos por terem as maiores populações de bactérias nos pacientes com tuberculose.

A equipe aponta que a esperança é que o sistema diminua o tempo de tratamento dos pacientes, já que as tomografias podem ajudar médicos a checar quanto a rifampicina está atingindo as bactérias ao longo do tempo e, em seguida, usar os dados para fazer alterações necessárias na terapia, como aumentar doses da droga.

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