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Protetor solar precisa ser adotado na praia e no dia a dia

Getty Images
Imagem: Getty Images

Amauri Vargas

Da Agência Einstein

08/01/2020 10h55

Já estamos na temporada oficial de pé na areia, "pegar jacaré" e aquele bronze. Mas um detalhe passa batido pela maioria das pessoas: a proteção contra a incidência de raios ultravioleta A (UVA) e ultravioleta B (UVB) por meio de bloqueador solar precisa acontecer de forma cotidiana, mesmo quando estamos longe da praia. Nessas horas, simplesmente deixamos esse cuidado de lado.

É o que asseguram os especialistas da área dermatológica e que mantêm a atenção nos alarmantes números brasileiros - e globais - sobre a incidência de câncer de pele, o mais frequente no mundo e no país. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), atualmente entre 2 e 3 milhões de casos de câncer de pele não melanoma (com baixa taxa de mortalidade) e 132 mil do tipo melanoma (o mais grave) ocorrem no mundo a cada ano.

Apenas no Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 165.580 novos casos de câncer de pele não melanoma no biênio 2018/2019, representando cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Quanto ao melanoma, são previstas 6.260 novas ocorrências por ano.

"Apesar desse tipo de tumor não ser causado diretamente pela exposição ao sol, a pele de uma pessoa diagnosticada com a doença não pode ser exposta, porque os raios solares pioram o estado do câncer", conta Priscila Ishioka, dermatologista do Hospital Israelita Albert Einstein. A mesma coisa vale para outras enfermidades, como lúpus e erupção poliforma, e até para o melasma, o surgimento de manchas escuras na pele, especialmente no rosto.

Ainda segundo a especialista, hábitos saudáveis podem minimizar os danos provocados pelo sol, que pode ser vilão ou amigo da pele, dependendo de como ela é exposta. "É preciso se proteger todos os dias, inclusive quando está nublado", diz a especialista. "No dia a dia na cidade esquecemos do bloqueador solar. Ele não só tem que ser um parceiro diário, como precisa ser passado meia hora antes da exposição, para ter o efeito desejado", orienta.

A dermatologista alerta que a proteção também tem de acontecer dentro de casa, na faculdade ou no escritório. "As lâmpadas de luz azul, do tipo fluorescente, também causam envelhecimento precoce da pele porque emitem um tipo de radiação similar à do sol, mas em menor quantidade", adverte.

Bloqueador e óculos combinados: menos rugas

Outras estratégias ajudam a manter a jovialidade da cútis. Apesar de não ter impacto direto, a dermatologista indica que o uso do protetor na pele combinado com os óculos de proteção contra o sol traz benefícios.

"Além de proteger a retina e outras partes do conjunto ocular, o uso dos óculos também inibe aquele movimento de fechar os olhos que fazemos para nos proteger dos raios solares muito fortes. Parece inofensivo, mas esse simples gesto pode danificar a elasticidade da pele ao longo da vida, causando os famosos pés de galinha, as pequenas rugas naturais da idade em volta dos olhos", finaliza Priscila Ishioka.

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