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Protetor solar em cápsula substitui o produto tradicional?

Chack up Cápsula de sol
Imagem: Priscila Barbosa/VivaBem

Sibele Oliveira

Colaboração para o UOL VivaBem

02/01/2019 04h00

Não. Ele diminui, mas não bloqueia os efeitos nocivos do sol sobre a pele.

Já imaginou não ter mais o trabalho de passar filtro solar no rosto e no corpo todo, nem a necessidade de reaplicá-lo a cada duas horas e muito menos a preocupação de que ele saia da pele quando você entra na água ou transpira muito? Esse é o pensamento que vem à cabeça de muita gente quando vê uma caixinha de protetor solar em cápsulas na farmácia.

Mas não é exatamente essa a finalidade desse tipo de produto, que não dispensa a proteção tópica quando você se expõe ao sol. Até o momento não existe comprovação científica de que fotoprotetores orais tenham a mesma eficácia dos filtros disponíveis em loção, creme, gel creme ou spray. 

Aliás, nunca é demais alertar para a importância de usar protetor solar, já que 70% dos brasileiros admitem que não o aplicam todos os dias, de acordo com uma pesquisa realizada por Lucas Portilho, farmacêutico e diretor científico do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele. 

Os fotoprotetores orais devem ser complementares aos de uso tópico. Eles ampliam a proteção contra o sol porque agem de dentro para fora do organismo, atuando de forma sistêmica na proteção do DNA celular, enquanto os protetores convencionais atuam localmente na pele. As cápsulas, portanto, não têm o poder de barrar a penetração dos raios ultravioletas na pele, como o filtro tradicional faz, mas amenizar os danos provocados pela radiação durante e depois da exposição.

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A matéria-prima mais utilizada na fabricação desses produtos é o Polypodium leucotomos, uma espécie de samambaia nativa das regiões tropicais e subtropicais das Américas, rica em compostos polifenólicos com importante ação antioxidante. O ativo possui, ainda, propriedades anti-inflamatórias e imunomoduladoras (regula as reações imunológicas de um organismo).

Como reforçam as defesas da pele, os filtros orais evitam os efeitos nocivos pós-exposição ao sol, como vermelhidão, alergia, aparecimento de manchas e perda de elasticidade quando usados regularmente. Eles colaboram para conseguir um bronzeado gradual e uniforme e são considerados bons coadjuvantes no tratamento de doenças de pele como melasma, vitiligo e xeroderma pigmentoso  (uma doença genética rara).  

Pessoas que têm tendência a desenvolver câncer de pele também podem se beneficiar dos fotoprotetores orais. De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Como o produto aumenta a tolerância da pele ao sol, garante uma proteção a mais para aproveitar o verão sem medo.

E como agem os filtros tópicos?

Existem dois tipos e, embora tenham mecanismos de ação diferentes, ambos são seguros. Os protetores químicos, que são os mais comuns, possuem moléculas que absorvem a radiação ultravioleta e a transformam em radiação de baixa energia. Dessa forma, criam uma camada de proteção que reage com os raios solares, impedindo que eles penetrem na pele e danifiquem o DNA celular. Já os bloqueadores físicos, também chamados de inorgânicos, são compostos de minerais como o óxido de zinco e o dióxido de titânio, que ficam depositados sobre a pele. Essas substâncias criam uma barreira que faz com que os raios solares batam e sejam refletidos

Todo mundo pode usar protetor solar em cápsula?

Os fotoprotetores orais podem ser comprados na farmácia ou manipulados. Por serem feitos à base de vegetais, não são considerados medicamentos e, portanto, praticamente não têm contraindicações. Mesmo assim, eles não devem ser usados sem a recomendação de um dermatologista, principalmente por pessoas que têm doenças de pele. É necessário passar por uma consulta com o especialista que, a partir de uma avaliação individual, irá receitar a formulação adequada, a dosagem e o modo correto de uso. 

Fontes: Fernanda Massaoka, dermatologista do Hospital São Luiz; e Tatiana Gabbi, médica do Departamento de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). 

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