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Osteoporose atinge 10 milhões de brasileiros; saiba como prevenir

Moyo Studio/IStock
Imagem: Moyo Studio/IStock

Fábio de Oliveira

Agência Einstein

03/12/2019 11h16

Os números da Federação Internacional de Osteoporose (IOF, na sigla em inglês) estimam que o contingente de pessoas com a doença no Brasil seja o equivalente quase ao número de habitantes hoje de Portugal: 10 milhões de indivíduos. "O problema se tornou mais frequente devido ao envelhecimento da população", explica o reumatologista Ari Stiel Radu Halpern, da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.

Como o nome entrega, na enfermidade os ossos ficam porosos, frágeis e, assim, mais suscetíveis a fraturas. Um agravante é o fato de a osteoporose não provocar dor ou qualquer outro sintoma. A única manifestação do mal é a facilidade com que os ossos fraturam, às vezes mesmo sem qualquer traumatismo.

O principal método utilizado para diagnóstico do problema é o exame de densitometria óssea, que avalia a densidade de massa dos ossos através de raios X. "Na verdade, trata-se de uma avaliação indireta que determina o risco de novas fraturas" diz o reumatologista. Nesse exame, a densidade óssea avaliada é comparada com a média da densidade óssea observada na população geral.

Quando uma pessoa tem um resultado muito menor que a média da população normal (acima de 2,5 desvios padrões) ele é diagnosticado como osteoporose, indicando a necessidade de tratamento medicamentoso. Existem outras formas de se avaliar esse risco. Da mesma forma, a indicação de tratamento não depende apenas do resultado da densitometria mas, sim, de um conjunto de fatores que incluem mas não se limitam ao exame.

O osso é um tecido que passa por uma constante renovação, em um trabalho que células chamadas osteoclastos (que destroem o tecido ósseo) e osteoblastos (as construtoras) têm de estar em equilíbrio. O pico de massa óssea ocorre na puberdade. Com o avanço da idade, existe uma perda dessa massa. Nas mulheres, esse processo é mais acentuado a partir da menopausa, devido à queda dos níveis do hormônio estrogênio, que auxilia na fixação do cálcio no esqueleto. Daí a maior incidência de osteoporose entre elas.

Ainda falando sobre a ala feminina, um estudo publicado recentemente no periódico científico Journal of Bone and Mineral Research avaliou a associação entre sono e o risco da doença em mulheres na pós-menopausa. O trabalho comparou 1080 participantes que dormiam menos de cinco horas com 4.025 que dormiam durante sete. Quem se desligava por menos de cinco horas na calada da noite apresentou uma menor densidade mineral óssea e risco mais alto de osteoporose no quadril, na coluna e em todo o corpo.

Em homens

Para eles, a perda de massa óssea também ocorre, mas, geralmente, a partir dos 70 anos e com menos intensidade - a testosterona, hormônio masculino, também desempenha função semelhante ao do estrogênio. Para eles e para elas, tudo vai depender de uma série de fatores para que a doença dê as caras, como genética, alimentação, prática de atividade física, consumo excessivo de café, álcool, a ação de determinados medicamentos e por aí vai.

Por isso é importante consumir fontes de cálcio ao longo da vida por meio de uma dieta equilibrada. Nessa lista entram o leite e seus derivados, além das folhas escuras. Atividade física regular é outra medida preventiva. As de impacto, como a caminhada e a musculação, são muito eficientes.

Outra substância preponderante para a saúde óssea é a vitamina D, que tem papel na absorção de cálcio no intestino e na sua fixação nos ossos. Ela é encontrada em alguns alimentos, como salmão e sardinha. A vitamina D se encontra como precursora na nossa pele. Para se tornar ativa, precisa da exposição aos raios solares. É por esse motivo que os banhos de sol são outra recomendação contra a osteoporose. Bastam 15 minutos diários.

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