PUBLICIDADE

Topo

Saúde

Sintomas, prevenção e tratamentos para uma vida melhor


Saúde

Por que somos tão curiosos? Ciência explica

Istock
Imagem: Istock

Do UOL VivaBem, em São Paulo

29/06/2019 13h16

Quem nunca ouviu aquele ditado popular "a curiosidade matou o gato"? Ele é bem antigo e serve de alerta para alguém que está muito curioso e pode se dar mal. De acordo com um novo estudo publicado na revista PNAS, essa "sede" por saber as coisas tem uma explicação.

O trabalho científico tentou buscar as respostas sobre curiosidade dentro da nossa cabeça e como ela está relacionada a questões econômicas e psicológicas e por que as pessoas buscam informações.

Segundo Mng Hsu, um dos autores do artigo, para o cérebro, a informação é sua própria recompensa.

Como o estudo foi feito

  • Os pesquisadores recrutaram voluntários que tiveram que participar de jogos de azar e que também foram submetidos à ressonância magnética durante as apostas.
  • No teste, os participantes tinham que avaliar uma série de loterias e, em seguida, fazer uma escolha, decidindo quanto de dinheiro queriam investir tentando descobrir informações sobre as chances de ganhar.
  • Alguns bilhetes apresentavam informações mais precisas, enquanto os outros continham menos.
  • Os participantes fizeram algumas escolhas indo pela lógica com o valor referente a quanto dinheiro as pistas dadas poderiam ajudá-los a ganhar o jogo.
  • Os cientistas puderam observar que quando havia apostas mais altas a curiosidade das pessoas sobre as informações aumentava.
  • Os autores constataram que indivíduos eram curiosos não apenas porque tinha algum valor envolvido, mas simplesmente porque querem saber, independentemente de usarmos ou não certas informações.

Ativação na região de recompensa do cérebro

Ao analisar os resultados dos exames de ressonância, os autores observaram que o acesso a informações durante o jogo de azar ativava o estriado e o córtex pré-frontal ventromedia-- duas regiões envolvidas no circuito de recompensa do cérebro.

Essas áreas respondem a dinheiro, comida e drogas recreativas e produzem dopamina, um neurotransmissor responsável pela realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática.

A pesquisa também revelou que o cérebro parecia usar o mesmo tipo de "código" neural ao responder a quantias e informações sobre chances de ganhos no jogo.

Segundo os autores, o trabalho pode ajudar a entender a ainda mais porque não conseguimos parar de checar informações o tempo todo no celular e como somos levados a clicar em conteúdos com títulos atrativos na internet.

"A maneira como nossos cérebros respondem à antecipação de uma recompensa prazerosa é uma razão importante pela qual as pessoas são suscetíveis ao clickbaites (expressão usada para caça-clique) ", finaliza Hs.

SIGA O UOL VIVABEM NAS REDES SOCIAIS
Facebook - Instagram - YouTube

Saúde