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Vontade por certos alimentos pode ser controlada, diz estudo

O desejo representa 11% do comportamento alimentar e ganho de peso - iStock
O desejo representa 11% do comportamento alimentar e ganho de peso Imagem: iStock

Do UOL VivaBem, em São Paulo

12/12/2018 12h12

Uma nova revisão de 28 estudos, publicada na terça-feira (11) no periódico Current Opinion in Endocrinology & Diabetes and Obesity, concluiu que o desejo intenso por certos alimentos pode ser controlado por meio de mudanças na dieta, medicamentos de prescrição e atividade física.

O desejo representa 11% do comportamento alimentar e ganho de peso, mais do que a genética, segundo o estudo.

"A vontade influencia o que as pessoas comem e o seu peso corporal, mas existem alguns componentes do nosso comportamento e de nossa dieta que podemos sim controlar", conclui Candice Myers, principal autora da pesquisa. "Estar ciente de que o que você está sentindo é um desejo é o primeiro passo para controlá-lo", diz ela.

Segundo os autores, uma forma comprovada de reduzir o desejo por um determinado alimento é justamente come-lo com menos frequência. Em outras palavras, é melhor remover algo de sua dieta do que tentar comer porções menores do que você tem vontade.

"A vantagem do desejo é que ele é uma resposta condicionada que você pode desaprender", afirma John Apolzan, que também conduziu o estudo. "Não é fácil, mas pode ser feito."

Além disso, por mais estranho que pareça, perder peso reduz o desejo por comida, de acordo com a pesquisa. No entanto, o exercício físico pode aumentar essa vontade.

A análise também encontrou relação entre a ingestão de algumas drogas obesidade e a redução do desejo. Mas dependendo de onde os indivíduos moravam ou de quais grupos socioeconômicos eles faziam parte, as respostas para os desejos por comida eram diferentes.

É claro que a vontade não explica 100% o ganho de peso. "Uma série de outros fatores, como genética e comportamento alimentar também estão envolvidos", diz Myers.

A explicação para a ligação entre esses aspectos e a menor vontade por certos alimentos, segundo os cientistas, ainda é uma incógnita. Pouco se sabe sobre essas diferenças potenciais e mais pesquisas são necessárias. Mas encontrar essas conexões já é uma peça improtante do quebra-cabeça da perda de peso, de acordo com eles.

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