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Novo dispositivo implantado no cérebro pode impedir convulsões, diz estudo

alvarez/Istock
Imagem: alvarez/Istock

Do VivaBem, em São Paulo

02/09/2018 11h31

Um novo dispositivo eletrônico criado por pesquisadores da University of Cambridge, École Nationale Supérieure des Mines e do INSERM (Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale), na França, pode ser capaz de detectar e impedir convulsões, especialmente em pacientes com epilepsia.

Publicado no periódico Science Advances, o estudo mostra resultados promissores. Quando implantado no cérebro de ratos, o dispositivo detectou os sinais de convulsão e liberou uma substância química natural do cérebro que impediu a crise.

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Embora existam muitos tipos diferentes de convulsões, na maioria dos pacientes com epilepsia, os neurônios no cérebro começam a disparar e sinalizam para os neurônios vizinhos fazerem o mesmo, em um efeito de bola de neve que pode afetar a consciência e o controle motor.

A doença é mais comumente tratada com drogas antiepilépticas, mas elas geralmente têm sérios efeitos colaterais e não previnem convulsões em três de cada dez pacientes.

No novo estudo, os pesquisadores usaram o neurotransmissor como o "freio”, sinalizando para os neurônios pararem de disparar. A substância liberada é administrada na região afetada do cérebro por uma sonda neural incorporando uma minúscula bomba de íons e eletrodos para monitorar a atividade do cérebro.

Quando o sinal de uma convulsão é detectado pelos eletrodos, a bomba de íons é ativada, criando um campo elétrico que movimenta o remédio através de uma membrana de troca iônica e sai do dispositivo, um processo conhecido como eletroforese. A quantidade de droga pode ser controlada ajustando a força do campo elétrico.

Os pesquisadores também encontraram evidências de que o remédio, que nada mais é do que um neurotransmissor natural do corpo, foi absorvido por processos orgânicos no cérebro em minutos, o que deve ajudar a reduzir os efeitos colaterais do tratamento.

Embora os resultados iniciais sejam promissores, o tratamento não estará disponível para humanos por vários anos. Nas próximas fases, os cientistas planejam estudar os efeitos a longo prazo do dispositivo em camundongos.

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