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Você tem dores no corpo quando esfria? Entenda as causas e como evitar

No frio nossos músculos ficam mais rígidos, o que pode causar dor e aumentar o risco de lesões - Getty Images
No frio nossos músculos ficam mais rígidos, o que pode causar dor e aumentar o risco de lesões Imagem: Getty Images

Daniel Navas

Colaboração para o VivaBem

08/08/2018 04h00

“Meu joelho está doendo... Acho que vai esfriar.” A frase até parece lenda ou papo de quem não tem assunto no elevador. Mas o fato é que a queda de temperatura pode, sim, aumentar dores reumáticas (articulares) e musculares.

O motivo? Nos dias frios, nós tendemos a contrair mais os músculos, a ficarmos "encolhidos" e nos movimentarmos menos, o que causa maior rigidez muscular e pode gerar desconforto ao se mover, especialmente após muito tempo parado. Além disso, músculos não aquecidos acabam se tornando menos flexíveis, o que aumenta as chances de lesão.

“Também por conta do frio, ocorre o aumento da viscosidade do líquido sinovial, que fica dentro da articulação e serve para lubrificá-la. Isso promove mais dor e rigidez no local, o que é ruim para quem sofre de problemas articulares”, explica Alexandra Raffaini, anestesiologista da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor e especialista no tratamento da dor.

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A artrite, uma das doenças que mais provoca dores com a mudança do tempo, pode afetar as pessoas durante todo o ano. No entanto, os meses de inverno e de chuva aumentam os sintomas. Inclusive, quem tem o problema costuma afirmar que pode prever a mudança do tempo, pois começa a sentir mais dor nas articulações. E isso não é lenda!

Em um estudo recente da Escola de Medicina da Universidade Harvard (EUA) e do Centro de Gerenciamento da Dor no Brigham and  Women’s Hospital, em Boston (EUA), 67% dos entrevistados responderam que sentem mais dor quando uma mudança brusca no clima se aproxima.

Essa relação se dá por conta da variação na pressão atmosférica. “As articulações apresentam barorreceptores, sensores de pressão, que são sensibilizados com essas mudanças repentinas”, aponta Roberto Rached, fisiatra do Hospital das Clínicas. Quando a pressão barométrica cai, os tecidos do corpo podem se expandir, o que acaba por pressionar mais os nervos que controlam os sinais de dor.

dor, joelho - iStock - iStock
Quando esfria e a pressão atmosférica cai, os tecidos do corpo se expandem e pressionam nervos que controlam sinais de dores
Imagem: iStock

Outros problemas ligados à queda de temperatura são: fadiga, perda de equilíbrio, fraqueza muscular, dor de cabeça e o fenômeno de Raynaud. "Trata-se de uma condição menos comum, em que os vasos sanguíneos sob a pele sofrem um espasmo temporário, interrompendo o fluxo normal de sangue. Ele afeta principalmente os dedos das mãos e dos pés, gerando dor”, explica Pérola Grinberg  Plapler, diretora técnica da divisão de saúde e medicina física do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital da Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC FMUSP).

Para evitar, mantenha-se aquecido 

Para tentar reduzir os problemas musculares e articulares vindos das quedas de temperatura, o ideal é manter o corpo bem aquecido, especialmente a região afetada. “Se a dor for no joelho, por exemplo, você pode usar joelheiras. Bolsa de água quente são uma boa para regiões delicadas como o pescoço, para evitar torcicolos”, ensina Marcus Yu Bin Pai, fisiatra, médico especialista em dor e acupuntura, e pesquisador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC.

Também é bastante válido realizar alongamentos logo após acordar, pois isso auxilia a manter as articulações lubrificadas, ativa a circulação e minimiza a rigidez muscular. E não deixe de fazer atividades físicas, pois o treino estimula a produção de neurotransmissores que possuem ação anti-inflamatória e analgésica, diminuindo a dor. “O exercício serve também para lubrificar as articulações, diminuir a fadiga muscular e as contraturas e espasmos musculares”, acrescenta Bin Pai.

O cardápio é outro item que pode reduzir as dores de inverno. Escolha alimentos quentes, como sopas e chás. “Eles conseguem transferir a temperatura para o sangue e aquecer o organismos de 'dentro para fora'”, afirma Rached. 

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