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Novo teste pode ser capaz de identificar síndrome de fadiga crônica

Sentimento de extrema exaustão, além de dores musculares e nas articulações estão entre os sintomas. - iStock
Sentimento de extrema exaustão, além de dores musculares e nas articulações estão entre os sintomas. Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

13/07/2018 13h52

A encefalomielite miálgica, conhecida como síndrome da fadiga crônica, atualmente não possui um teste de diagnóstico. Mas isso pode mudar em breve, pois pesquisadores desenvolveram um exame capaz de prevê-la com um nível de precisão sem precedentes.

Cerca de 24 milhões de pessoas são afetadas pelo problema em todo o mundo, que é caracterizado por sentimentos de extrema exaustão, dores musculares e nas articulações e insônia, além de dificuldades em se concentrar ou lembrar das informações.

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As causas permanecem desconhecidas e, na ausência de um teste de diagnóstico adequado, os profissionais de saúde precisam excluir outros transtornos e examinar a história do paciente antes de diagnosticar a pessoa com a síndrome ou não.

Agora, uma equipe de pesquisadores liderada por especialistas da Universidade de Columbia, em Nova York (EUA), projetou um teste altamente preciso para o transtorno. As descobertas foram publicadas na revista Scientific Reports.

A equipe examinou amostras de sangue de 50 pacientes com síndrome da fadiga crônica e as comparou com 50 pessoas saudáveis, pareados por idade. Usando uma técnica especial que identifica moléculas medindo sua massa, os cientistas encontraram 562 metabólitos que os pacientes com a síndrome tinham em comum.

Metabólitos são subprodutos do metabolismo do organismo --liberados quando processamos açúcares, gorduras e proteínas, por exemplo. Testes de laboratório realizados revelaram que certos metabólitos foram alterados de uma forma que sugeria que as mitocôndrias dos pacientes não estavam funcionando adequadamente.

Precisão é de 84%

Ao combinarem biomarcadores de um estudo anterior com um atual, o resultado foi um modelo preditivo com uma pontuação de 0,836, o que se traduz numa taxa de precisão de 84%.

"Isso sugere que nos aproximando do ponto em que teremos testes laboratoriais que nos permitirão dizer com alto grau de certeza quem tem esse distúrbio", explica o Nagy-Szakal, principal autor do estudo.

"Estamos chegando perto de poder desenvolver modelos animais que nos permitam testar várias hipóteses, assim como terapias potenciais. Por exemplo, alguns pacientes podem se beneficiar de probióticos para sintonizar sua microflora gastrointestinal ou drogas que ativam certo sistema neurotransmissor."

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