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Fim dos remédios? Cientistas identificam região do cérebro que alivia dor

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Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

27/02/2018 20h42

Pesquisadores do Reino Unido e do Japão identificaram como o sistema natural de analgesia de nosso cérebro pode ser utilizado como uma possível alternativa aos opioides no alívio efetivo da dor crônica, que atinge uma em cada três pessoas em algum momento da vida.

Eles identificaram uma área cerebral importante para a analgesia endógena --o sistema intrínseco de alívio na dor do cérebro. Os resultados, publicados no eLife, podem levar ao desenvolvimento de tratamentos para a dor que ativem o sistema analgésico ao estimularem essa área, mas sem os efeitos colaterais perigosos.

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Fármacos opioides --como oxicodona, hidrocodona e fentanil-- sequestram o sistema de analgesia endógena, justamente o que torna esses analgésicos tão eficazes. No entanto, também são altamente viciantes, o que levou à crise dos opioides nos Estados Unidos, onde a superdosagem de drogas tornou-se a principal causa de morte para menores de 50 anos.

"A ideia é tentar entender exatamente o que é o sistema de analgesia endógena: o motivo de o termos, como funciona e onde é controlado no cérebro", explicou Ben Seymour, do Departamento de Engenharia de Cambridge, que liderou a pesquisa, ao EurekAlert. "Isso pode levar a tratamentos muito mais seletivos para dor."

Tem sua função

Embora desagradável, a dor tem uma importante função em nossa sobrevivência, por nos obrigar a parar para nos recuperarmos. Os cientistas, porém, se questionaram por qual motivo o cérebro, às vezes, quer baixar esse sinal de dor. Tentando identificar onde esse sistema é ativado, a equipe criou dois experimentos usando a tecnologia de escaneamento cerebral.

No primeiro deles, anexou uma sonda de metal ao braço de uma série de voluntários saudáveis e a aqueceram até um nível doloroso, mas não o suficiente para queimá-los fisicamente. Essas pessoas, então, jogaram um tipo de jogo em que precisavam encontrar qual botão em um pequeno teclado esfriava a sonda. O nível de dificuldade variou e, ao longo da tarefa, os voluntários avaliaram frequentemente a dor que sentiam --com os pesquisadores monitorando suas atividades cerebrais.

Descobriu-se que o nível de dor estava relacionado com a quantidade de informação que havia para cumprir a tarefa. Quando esses indivíduos tentavam ativamente descobrir qual botão deveriam pressionar, a dor foi reduzida. Mas quando sabiam essa informação, não. Assim, os pesquisadores avaliaram que o cérebro estava realmente calculando os benefícios de buscar ativamente auxílio, lembrando a pessoa como ela obteve alívio, o que teve o poder de controlar seus níveis de dor.

Sabendo como esse sinal deveria parecer, os cientistas foram pesquisar qual região do cérebro estava sendo utilizada. O segundo experimento identificou esse sinal em uma única região do córtex pré-frontal, chamado córtex cínico pregenial. Agora, os cientistas tentam entender como essa região poderia ser ativada no futuro tratamento de pacientes com dor crônica.

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